São Paulo Gilberto Kassab deixa Casa Civil de Doria após dois anos de licença

Gilberto Kassab deixa Casa Civil de Doria após dois anos de licença

Comunicado confirma que governo recebeu carta de demissão nesta sexta e afirma que "respeita a decisão do ex-ministro das Cidades"

Agência Estado
Gilberto Kassab deixa Casa Civil de Doria após dois anos de licença

Gilberto Kassab deixa Casa Civil de Doria após dois anos de licença

Marcos Corrêa/Presidência da República - 17.12.2018

Secretário licenciado desde o começo da gestão João Doria (PSDB), o ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (PSD) oficializou sua saída da Casa Civil. A iniciativa de deixar o governo em definitivo partiu do próprio Kassab, segundo comunicado divulgado pelo governo do Estado nesta sexta-feira (18).

O comunicado confirma que Doria recebeu a carta de demissão de Kassab nesta sexta e afirma que o governo "respeita a decisão do ex-ministro das Cidades e ex-prefeito de São Paulo de sair definitivamente em uma decisão de comum acordo". A nota ainda diz que "mesmo distante, Kassab colaborou com a administração estadual nestes dois anos".

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Escolhido por Doria para a pasta, Kassab pediu licença do cargo antes mesmo do início da gestão, em 27 de dezembro de 2018. A decisão foi tomada, após o ex-prefeito se tornar alvo de uma operação de busca e apreensão da Polícia Federal, relacionada a uma delação do grupo J&F.

Presidente nacional do PSD, partido que compõe a base aliada de Doria em São Paulo e do presidente Jair Bolsonaro no cenário federal, Kassab deve se dedicar a partir de agora ao planejamento da sigla para 2022. O partido teve um crescimento considerável nas eleições municipais deste ano, saltando de 538 para 634 prefeitos eleitos, mantendo-se como o 3º partido do País com mais municípios.

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Apesar da saída oficial do principal líder do governo, a tendência é que o PSD mantenha o espaço na gestão Doria, uma vez que o atual secretário-executivo da Casa Civil, Antonio Carlos Rizeque Malufe, é filiado ao partido e aliado do ex-ministro das gestões Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (MDB).

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