Novo Coronavírus

São Paulo Governo de SP deve anunciar fase vermelha por 15 dias no estado

Governo de SP deve anunciar fase vermelha por 15 dias no estado

Comunicado deve ser feito nesta quarta-feira (3) e entrar em vigor a partir de sexta (5). As escolas deverão continuar abertas

  • São Paulo | Daniela Salerno, da Record TV

Movimentação na região central de Campinas, que já decidiu adotar a fase vermelha a partir desta quarta (3)

Movimentação na região central de Campinas, que já decidiu adotar a fase vermelha a partir desta quarta (3)

Luciano Claudino/Código 19 Folhapress - 02.03.2021

O governo paulista deve anunciar nesta quarta-feira (3) a classificação de todas as regiões na fase vermelha do Plano São Paulo, que passará a valer a partir de sexta-feira (5). A medida é uma resposta à intensificação da pandemia de covid-19. Os detalhes foram discutidos pela cúpula do governo estadual e por membros do Centro de Contingência contra o Coronavírus na última terça-feira (2).

Nesta fase, funcionam somente os serviços considerados essenciais, como farmácias, supermercados e padarias, açougues, postos de combustíveis, lavanderias, meios de transportes, oficinas de veículos, atividades religiosas, hoteis, pousadas, bancos, pet shops e serviços de entrega.

O atendimento presencial em restaurantes, comércios e lanchonetes fica proibido, mas os serviços de entrega podem funcionar normalmente. Shopping centers, academias, salões de beleza e barbearias também não podem abrir. Eventos, convenções e atividades culturais presenciais estão proibidas.

O estado chegou a adotar medidas de restrições como toque de restrição para impedir o funcionamento de festas e eventos a partir das 23h. Além disso, a fase vermelha também já havia sido adotada para conter a disseminação do vírus das 22h às 6h. Apesar das medidas, os números de internações continuaram a crescer e hoje diversos municípios do interior, como Araraquara e Mogi Guaçu, adotaram medidas de lockdown mais rídigas.

A Grande São Paulo estava classificada na fase laranja do plano de flexibilização econômica. Mesmo com as proibições no funcionamento de bares e restrições para restaurantes, membros do Centro de Contingenciamento avaliaram que a situação do estado e de todo o país era crítica. O estado apresentou, na 9ª semana epidemiológica, 14,7% a mais de internações por covid-19 do que o registrado no pico da primeira onda da doença, em julho do ano passado.

Funcionamento das escolas

A expectativa é que as escolas continuem abertas e o funcionamento fique limitado a 35% do número dos alunos matriculados, como já prevê atualmente o plano. O secretário estadual da Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, chegou a afirmar, ontem, que é favorável à suspensão das aulas presenciais por conta do agravamento da pandemia de covid-19. Ele argumenta que manter colégios abertos implica em uma série de deslocamentos fora das escolas, o que contribui com a propagação do vírus.

Por outro lado, o Consed (Conselho Nacional de Secretários de Educação) emitiu nota, também nesta terça, criticando o que chamou de "defesa da suspensão das atividades presenciais de todos os níveis da educação do país".

A manifestação da entidade ocorreu um dia após o Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) pedir a suspensão do funcionamento das escolas, entre outras medidas, para conter o avanço da pandemia no Brasil.

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