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São Paulo Governo de SP prorroga fase de transição por mais uma semana

Governo de SP prorroga fase de transição por mais uma semana

Etapa prevista para se encerrar em 30 de abril se estenderá até 9 de maio. Comércio e serviços poderão funcionar das 6h às 20h 

  • São Paulo | Fabíola Perez, do R7

Fase de transição valerá entre os dias 1º e 9 de maio

Fase de transição valerá entre os dias 1º e 9 de maio

Divulgação Governo de São Paulo

O governo de São Paulo prorrogou, nesta quarta-feira (28), a fase de transição por mais uma semana em todo o estado. A nova etapa do plano de flexibilização econômica, prevista para se encerrar na sexta-feira (30), valerá entre os dias 1º e 9 de maio.

A secretária de Desenvolvimento Econômico de São Paulo, Patrícia Ellen, avaliou que, com a melhora dos indicadores de casos, internações e óbitos, será possível estender o horário de funcionamento dos setores de serviços e do comércio, das 6h às 20h para atendimento presencial, limitado a 25% de capacidade em comércios e serviços não essenciais.

O horário estendido das 6h às 20h vale a partir do próximo sábado (1º) para estabelecimentos comerciais, galerias e shoppings. O mesmo expediente poderá ser seguido por serviços como restaurantes e similares, salões de beleza, barbearias, academias, clubes e espaços culturais como cinemas, teatros e museus. Até sexta (30), porém, continua a vigorar o horário atual das 11h às 19h.

A fase de transição mantém liberadas as celebrações individuais e coletivas em igrejas, templos e espaços religiosos, desde que seguidos rigorosamente todos os protocolos de higiene e distanciamento social. Parques estaduais e municipais também poderão ficar abertos, mas com horário das 6h às 18h.

O toque de recolher continua nas 645 cidades do estado, das 20h às 5h, assim como a recomendação de teletrabalho para atividades administrativas não essenciais e escalonamento de horários para entrada e saída de trabalhadores do comércio, serviços e indústrias.

“É importante respeitar a capacidade de ocupação de 25% e o toque de recolher, que é um ponto que os especialistas em saúde têm defendido muito. Quando conseguimos reduzir a circulação das 20h às 5h, nós conseguimos ter uma redução muito importante da taxa de transmissão. Nós estamos tendo uma redução de leitos de UTI ocupados de cerca de 1% por semana”, afirmou Patricia Ellen.

Nesta quarta, a taxa de ocupação de UTIs por pacientes graves com covid-19 está em 80% no estado e em 78,4% na Grande São Paulo. O total de internados em UTIs era de 10.426 em todo o estado, com outros 11.686 pacientes em vagas de enfermaria. Nesta semana epidemiológico, foi registrada uma queda de 15,7% no número de casos, 6,8% em internações e 21,8% em óbitos.

O coordenador do Centro de Contingência, Paulo Menezes, afirmou que enxerga com alívio a queda dos indicadores. "Isso foi resultado da ação do governo de tomar medidas duras de restrição de atividades por um período prolongado de fase vermelha, emergencial e transição", disse Menezes.

"No pico dessa segunda onda, tinhamos 500 casos novos por 100 mil habitantes em duas semanas, na média do estado. Esse número hoje está em 423 casos novos por 100 mil habitantes, uma redução de 35% ao longo desse período. Hoje, estamos com 72 casos por 100 mil habitantes", afirmou. "Entretanto, a retomada das atividades é importante, mas não é um convite para que as pessoas saiam às ruas."

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