São Paulo Grupo preso em SP tomava imóveis de vítimas à força após empréstimo

Grupo preso em SP tomava imóveis de vítimas à força após empréstimo

Polícia acredita que 400 pessoas foram vítimas do grupo que praticava agiotagem e lavava o dinheiro fazendo compras em padarias e mercados

  • São Paulo | Do R7, com informações da Record TV

Em um apartamento, foram apreendidos R$ 51 mil em notas de R$ 100

Em um apartamento, foram apreendidos R$ 51 mil em notas de R$ 100

Reprodução/Record TV

Uma operação policial em São Paulo prendeu nesta terça-feira (21) um grupo suspeito de usava comércios para lavar dinheiro de empréstimos ilegais. A polícia acredita que mais de quatrocentas pessoas foram vítimas.

Os policiais seguiram para endereços nobres na capital paulista e Grande São Paulo em busca de quatro suspeitos de agiotagem. 

Em um dos apartamentos acessados pela polícia não foi difícil encontrar as evidências do crime. Havia fichas com o cadastro dos devedores e cheques usados como garantia e também para o pagamento das parcelas dos empréstimos ilegais.

O grupo, no entanto, preferia dinheiro vivo. No imóvel havia R$ 51 mil em notas de R$ 100. A maior parte escondida em uma caixa que imitava um livro de artes .

Ao todo, três pessoas foram detidas, incluindo um homem apontado pela investigação como chefe do grupo.

A investigação durou um ano. Os suspeitos emprestavam ilegalmente  dinheiro cobrando uma taxa de juros de 20% ao mês. Quando os clientes não conseguiam pagar as parcelas exorbitantes, eram ameaçados, inclusive com armas. Com medo, quem não conseguia pagar o que devia, perdia o que tinha. Joias, carros e até a casa própria.

O imóvel onde morava um dos suspeitos foi tomado à força de uma vítima. "Ele expulsou a pessoa de dentro do apartamento e entrou . só com uma mala com a roupa do corpo. Esse apartamento foi perdido por uma dívida que começou na base de 20% ao mês. Em menos de seis meses a pessoa perdeu o apartamento", afirma o delegado Fabiano Barbeiro.

Para tentar legalizar o dinheiro, outro crime era cometido. O grupo comprava ilegalmente cartões de vale alimentação de trabalhadores e depois sacava o dinheiro em padarias e pequenos mercados da periferia de São Paulo. Sete estabelecimentos foram identificados e os proprietários vão responder por associação criminosa.

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