São Paulo Homem é preso depois de torturar a namorada por 24hs em São Paulo

Homem é preso depois de torturar a namorada por 24hs em São Paulo

Vítima, de 49 anos, apresentava diversos cortes e hematomas. Caso foi registrado como tortura, violência doméstica, sequestro e cárcere privado

  • São Paulo | Isabelle Gandolphi, da Agência Record

Mulher é torturada durante 24 horas em São Paulo

Mulher é torturada durante 24 horas em São Paulo

Arquivo Pessoal

Um homem é preso em flagrante na noite desta quarta-feira (30) acusado de torturar a namorada por 24 horas na zona oeste de São Paulo. O caso ocorreu na Vila Romana, na região da Lapa. 

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De acordo com informações do boletim de ocorrência, equipes da Polícia Militar foram acionadas para um desentendimento entre casal. No local, encontram a vítima, que é professora, e o agressor na calçada. Ao notar a presença da viatura, a mulher pediu ajuda e afirmou ter sido violentamente agredida pelo homem.

Quando questionado, o agressor, de 41 anos, afirmou que a mulher faz uso de remédio controlado e que, por isso, ela seria "doida". Já a professora afirmou que estava sendo agredida tanto física, como emocionalmente, desde a noite de terça-feira (29), quando o casal teria discutido por conta de uma novela.

O casal se relaciona há cinco anos e morava junto.

Violência e agressões

A mulher detalhou para a polícia todas as agressões sofridas durante 24 horas. Ela afirmou que o agressor bateu e prensou sua cabeça contra a cama, contra o guarda-roupa e contra o chão. Além de chutes nas pernas e de lhe segurar, com força, pelos pulsos e braços. Ela foi submetida a aproximadamente 24 horas de violência.

Ainda de acordo com relatos da vítima, o homem constantemente faz uso de uma "arma de choque" para lhe ameaçar de morte, afirmando, ainda, que os dois irmãos da mulher o ajudariam a matá-la. A professora também contou que o homem não permitia que ela saísse de casa sem sua companhia, nem utilizasse o celular.

Investigação

A vítima foi submetida a procedimentos médicos no hospital, como tomografia, e posteriormente realizará exame de corpo delito no IML (Instituto Médico Legal).

Foi solicitada medida protetiva para a vítima e representação da denúncia contra o agressor. Segundo a SMS (Secretaria Municipal de Saúde), a família da mulher não autorizou a divulgação de seu estado de saúde.

O caso foi registrado como tortura, violência doméstica e sequestro e cárcere privado na 4ª DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) e o agressor passará por audiência de custódia nesta quinta-feira (30).

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