Novo Coronavírus

São Paulo Hospitais públicos de São Paulo têm 150 na fila por leito em UTIs 

Hospitais públicos de São Paulo têm 150 na fila por leito em UTIs 

Lista de espera chegou a ter 450 nomes durante a manhã desta quinta-feira (4), a prefeitura diz que abriu na segunda 124 leitos

Agência Estado
Hospitais de SP têm fila de espera por leitos.

Hospitais de SP têm fila de espera por leitos.

Eduardo Anizelli/ Folhapress - 09.02.2021

A cidade de São Paulo tinha 150 pacientes na fila por leitos de enfermaria e em UTIs (unidades de terapia intensiva) de hospitais públicos - estaduais e municipais, na noite de quarta-feira, 3. Pela manhã, a lista de espera chegou a ter 450 nomes - normalmente são 250 pedidos pela manhã. O secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido, diz que vai monitorar a tendência nos próximos dias. A alta de infecções também levou à abertura de mais leitos esta semana.

Conforme a pasta, os números de espera por vaga são dinâmicos e a Central de Regulação de Urgências atua 24 horas por dia para organizar os pedidos de transferência. O sistema de saúde paulistano recebe muitos pacientes vindos de fora da capital. Aparecido estima que 22% dos pacientes não eram residentes em São Paulo. A alta de casos no interior também pressiona os hospitais do Estado.

A prefeitura diz que abriu na segunda 124 leitos - 100 de UTI e 24 de enfermaria, exclusivos para a covid-19. No Hospital da Brasilândia, na zona norte, 34 leitos de enfermaria foram transformados em UTI. Antes da pandemia, segundo a pasta, a cidade tinha 507 UTIs. No auge da crise sanitária, eram 1.340.

Interior

A Secretaria da Saúde do Estado afirma apoiar eventuais deslocamentos de pacientes entre hospitais ou cidades, quando preciso. Nos últimos sete dias, segundo a pasta, a média foi de 738 regulações do tipo. Cidades como Araraquara, onde houve um lockdown de seis dias, enviam pacientes para outros municípios.

Campinas requisitou o Hospital Metropolitano da cidade e seus equipamentos. A decisão foi publicada no Diário Oficial e anteontem agentes municipais impediram a entrada de funcionários. A diretoria da unidade repudiou a ação e pediu na Justiça a reintegração de posse. Em 2020, a unidade teve convênio com a prefeitura para pacientes com covid e, no momento estava fechada após o fim do acordo.

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