Novo Coronavírus

São Paulo Hospital no Complexo do Ibirapuera começa a funcionar em 1º de maio

Hospital no Complexo do Ibirapuera começa a funcionar em 1º de maio

Unidade terá 240 leitos de baixa complexidade para desafogar atendimento de saúde destinado aos casos mais graves de covid-19

  • São Paulo | Do R7

João Doria, governador de SP

João Doria, governador de SP

Reprodução

O Complexo do Ibirapuera vai abrigar um hospital de campanha com 240 leitos de baixa complexidade que começará a operar a partir do dia 1º de maio, anunciou o governador João Doria nesta terça-feira (7). O hospital ocupará uma área de 7 mil m², que abrange o gramado e parte da pista de atletismo, e receberá 800 profissionais de saúde, entre médicos, enfermeiros, paramédicos e auxiliares.

O investimento previsto é de R$ 42 milhões. Serão R$ 12 milhões destinados à construção e desmobilização do local e outros R$ 10 milhões mensais de custeio. Para a implantação e a administração do hospital de campanha, a Secretaria de Estado da Saúde vai firmar convênio com o Seconci, organização social de saúde (OSS) que já administra outros hospitais e Ambulatórios Médicos de Especialidades do Governo do Estado. 

O espaço terá 240 leitos de baixa complexidade, 28 leitos de estabilização, sala de descompressão, consultórios médicos e tomografia. A unidade será referenciada e receberá pacientes vindos unidades de pronto atendimento.

Com este hospital, a capital paulista passará a contar com três hospitais de campanha para o combate à pandemia do novo coronavírus. O primeiro deles, instalado no estádio do Pacaembu, foi inaugurado na segunda-feira (6), com 200 leitos. No próximo dia 15 de abril, será aberto o hospital do Anhembi, com 1,8 mil mil leitos. O objetivo é liberar hospitais para para casos de alta complexidade de pacientes com covid-19.

 Na coletiva, o governador anunciou ainda que o estado vai distribuir um milhão de cestas básicas para atender 4 milhões de pessoas em situação de pobreza a partir do dia 17 de abril. O investimento será de R$ 110 milhões, provenientes de doações de empresas. 

Distanciamento

A adesão ao distanciamento é essencial para que os leitos oferecidos nos hospitais de campanha sejam suficientes para atender os casos de covid-19, afirmou o coordenador do Centro de Contingência de Coronavírus, Davi Uip. O índice está em torno de 50% no estado. É preciso chegar a 70%. "Se não aderirmos à proposta [de distanciamento social] do estado, teremos maiores dificuldades com leitos". 

Segundo Uip, 80% dos casos de covid-19 serão assintomáticos ou pouco sintomáticos, 20% serão de doentes, de gravidade variada e 5% vão precisar de tratamento intensivo. "Quanto mais pudermos abaixar estar linha e achatarmos a curva  e distanciarmos os casos graves, melhor para sistema, para o número de leitos e para o grupo de pessoas que trata desses pacientes. Depende da adesão, e precisa ser um pouco maior, às medidas de afastamento", declarou Uip. O estado de São Paulo conta atualmente com 12.546 leitos de UTI.

Adesão

A adesão às medidas de distanciamento social na cidade de São Paulo caiu de 66%, no dia 23 de março, para 52,4% no dia 2 de abril. Em todo o estado, a adesão é de  51,8%. A quarentena decretada por 15 dias a partir de 24 de março foi estendida por mais 15 dias, até 22 de abril, na segunda-feira (6).

No final de semana a Polícia Militar foi acionada para dispersar um baile funk na praça Padre Nelson José Nigrist, no cruzamento da avenidas Aguiar da Beira e Cipriano Rodrigues, em Sapopemba, zona leste de São Paulo. E na região da zona oeste, no domingo (5), dezenas de pessoas foram flagradas na Praça do Por do Sol, na região de Pinheiros. 

Levantamento de uma empresa de tecnologia de localização indica que o distanciamento social é mais respeitado nas periferias do que nos bairros mais próximos ao centro da capital paulista. O maior respeito ao isolamento é observado nas regiões da rodovia Raposo Tavares (78%), Sacomã (77%) e Perus (76%). Os resultados mais baixos estão na Sé (27%), seguida por Barra Funda (31%) e Brás (32%).

Em todo o país, o Distrito Federal é unidade federativa com maior respeito à medida, com 59,1% de adesão. O pior desempenho é do Tocantins, com 44%. O estado de São Paulo é o 9º colocado do ranking.

Últimas