Jovem de 17 anos é estuprada na rua atrás de escola em SP

Vítima diz ter sido arrastada para dentro de um carro pelo homem, que a agrediu e a assediou. Ele era marido de uma das funcionárias da escola

Outras alunas relataram em redes sociais que também foram 
assediadas pelo homem

Outras alunas relataram em redes sociais que também foram assediadas pelo homem

Reprodução/ Record TV

Uma jovem de 17 anos foi vítima de estupro na última quarta-feira (7), em frente à escola onde estuda, na Vila Guilhermina, zona leste de São Paulo. Ela estava andando ao lado do muro da Escola Estadual Professora Adelaide Ferraz de Oliveira, quando foi abordada por volta das 19h por um homem dentro de um carro. As informações são da Record TV.

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A vítima teria acenado ao homem, que perguntou se ela não iria "cumprimentá-lo direito". Ele, então, abriu a porta do carro. Ao se aproximar, a vítima foi puxada para dentro do veículo. O suspeito de cometer o crime é marido de uma das funcionárias da cantina da escola estadual.

Assustada, a jovem pediu para que ele a deixasse, pois estava atrasada para a aula. Mesmo assim, ele começou a passar a mão pelo seu corpo, acariciá-la e tentar beijá-la. Ele decidiu levá-la até a rua Almeida Brandão, que fica atrás da escola. 

Os abusos ficaram mais fortes, mas não houve ato sexual. Em dado momento, ela aproveitou que ele saiu do carro para abrir um dos portões da escola e saiu do carro. 

Uma testemunha, também aluna da escola, chegou a ver o momento em que a vítima saiu do carro com a calça ainda aberta e bastante assustada. Perguntou o que havia acontecido. A menina relatou, mas disse que se contasse ninguém acreditaria nela.

Denúncia e protesto

A denúncia chegou até a diretoria e a mãe da vítima foi acionada, mas o autor já não estava mais na escola. Há um tempo, o acusado tinha passado a seguir a jovem nas redes sociais e a assediado por mensagens. 

Um boletim de ocorrência de estupro foi registrado no 10º DP (Penha) e o caso será repassado ao  21º DP, da Vila Matilde, responsável pela área. A mãe relatou que após o fato ser revelado por postagens na internet, outras alunas da escola confessaram ter sido assediadas pelo homem. 

Os alunos da escola realizaram um protesto nesta segunda-feira (18), cobrando esclarecimentos da direção da escola. Em nota, a Diretoria Regional de Ensino afirmou que a escola prestou "total assistência à aluna" e que em uma reunião com a comunidade vai tratar da rescisão do contrato da cantina.  

Veja o posicionamento da Secretaria Estadual de Educação na íntegra:

"A Diretoria Regional de Ensino esclarece que a direção da Escola Estadual Adelaide Ferraz de Oliveira prestou total assistência a aluna logo quando foi informada sobre o caso. A Polícia e a responsável da menor foram chamadas, mesmo o caso ter ocorrido fora do ambiente escolar. Nesta segunda-feira (18) a direção escolar tem reunião marcada com a comunidade para esclarecimentos e providências. Também haverá reunião com a Associação de Pais e Mestres da escola, responsável pela administração da cantina, para tratar da recisão  contratual. Até lá, a cantina permanecerá fechada. A escola continua à disposição dos pais e alunos para esclarecimentos".