Jovens atingidos por marquise eram amigos e celebrariam aniversário

Thiago Nery, que morreu no local, e João Tessa Portugal cursavam o 3º ano do ensino médio na mesma escola e se preparavam para o vestibular

João (à esq.) foi socorrido e Thiago (à dir.) morreu após queda de marquise

João (à esq.) foi socorrido e Thiago (à dir.) morreu após queda de marquise

Reprodução Record TV

Os dois jovens de 18 anos atingidos após a queda de uma marquise em um condomínio nos Jardins, na zona oeste de São Paulo, na noite da quarta-feira (13), eram amigos e sairiam para comemorar o aniversário de um deles. Thiago Nery morreu e João Tessa Portugal ficou ferido.

João e Thiago cursavam o terceiro ano do ensino médio na mesma escola e estavam se preparando para o vestibular. O corpo de Thiago foi encaminhado ao IML Central, de onde foi liberado no início da manhã desta quinta-feira (14).

Um funcionário do Condomínio Vila América informou que Thiago, de 18 anos, era amigo do morador do prédio João, também de 18 anos, e que os dois estavam em frente ao condomínio quando a marquise, de 15 metros de comprimento, cedeu. Thiago morreu no local e João foi socorrido ao Hospital Sírio Libanês.

O garçom de um restaurante ao lado do imóvel, Diego Apolinário, contou que ouviu um estrondo e saiu para verificar o que havia ocorrido. Foi quando viu uma fumaça saindo do prédio. Ele afirmou que imaginou que o edifício havia caído, mas depois percebeu que se tratava da marquise.

Quem passava pela rua, no momento da tragédia, tentou ajudar o outro jovem, que estava preso debaixo dos escombros. João Tessa foi resgatado pouco tempo depois pelos bombeiros. Ao todo, seis equipes do Corpo de Bombeiros trabalharam no resgate das vítimas.

Segundo parentes de João, ele estava consciente quando foi socorrido e passou por uma bateria de exames em um hospital da região central da cidade. O tio do jovem, Sérgio Bianco contou que ele completaria 18 anos e que a família o aguardava para comemorar, quando recebeu a notícia da tragédia.

Depois que a estrutura cedeu, a entrada principal do edifício foi interditada e só deve ser liberada após a marquise ser retirada do local. De acordo com a Defesa Civil, a estrutura do prédio não foi comprometida, porém, a análise preliminar da cobertura encontrou alguns problemas.

Segundo a Defesa Civil, a marquise poderia estar comprometida por alguma infiltração. Foram constatadas algumas manutenções precárias. Uma avaliação será feita por um engenheiro e por agente vistor. Não houve necessidade de os moradores deixarem suas residências.

Apesar das infiltrações, os moradores do prédio não tinham queixas sobre falta de manutenção e relataram que era comum que alguns deles ficassem debaixo da marquise esperando por táxi ou apenas conversando. O caso foi registrado no 78° DP, no Jardins. A Polícia Civil informou que a queda da marquise foi acidental e que não ocorria nenhuma obra no local.