São Paulo Jovens negras são maioria nos ônibus de SP, aponta pesquisa

Jovens negras são maioria nos ônibus de SP, aponta pesquisa

Cerca de 30% puderam adotar o home office durante a pandemia e, entre os que tiveram a oportunidade, mulheres foram minoria

Pesquisa da SPTrans foi divulgada nesta quarta-feira (26)

Pesquisa da SPTrans foi divulgada nesta quarta-feira (26)

Roberto Costa/Código19/Estadão Conteúdo - 19.05.2021

Cerca de 57% dos passageiros de ônibus de São Paulo (SP) são mulheres jovens e negras, segundo pesquisa realizada pela SPTrans, da prefeitura da capital paulista, divulgada nesta quarta-feira (26).

O estudo aponta que, de modo geral, este grupo majoritário possui ensino médio completo, trabalha no setor de comércio e tem renda média familiar de R$ 2,4 mil, pertencendo à classe C.

Segundo a coordenadora do Grupo de Trabalho de Ações Contra Violência de Gênero, Raça e Diversidade na Mobilidade Urbana da SMT (Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes), Luciana Durand, a maioria dos passageiros não possui carro e, entre os que possuem, a maioria é formada por homens.

Veja também: Moradores de rua de SP relatam luta para se salvarem quando as temperaturas despencam

“Os que não possuem [carro] não pretendem comprar após a pandemia. Isso demonstra que, embora neste momento de calamidade, a grande intenção é de permanecer no transporte público e que o transporte continua sendo utilizado especialmente por mulheres. Por isso, nosso olhar, e nossas políticas, têm que continuar sendo ainda mais efetivas para esse público”, disse a coordenadora.

Outro dado apontado pela SPTrans foi de que somente 30% dos passageiros de São Paulo puderam adotar o teletrabalho (ou home office) durante a pandemia e, entre os que tiveram essa oportunidade, as mulheres foram minoria.

“Não bastasse a mulher ser a que mais perdeu emprego e ter redução de renda, foi e a mulher que teve menor oportunidade de fazer teletrabalho”, afirmou Durand.

O estudo é parte da pesquisa "Gênero, segurança e mobilidade", da SPTrans, durante o Maio Amarelo, movimento internacional para a redução de acidentes de trânsito, lançado em 2011 pela ONU (Organização das Nações Unidas).

População de rua busca saídas para não morrer de frio em São Paulo

Últimas