São Paulo Juiz restabelece gratuidade a idosos de 60 a 65 anos no transporte de SP

Juiz restabelece gratuidade a idosos de 60 a 65 anos no transporte de SP

Magistrado suspendeu os efeitos do decreto publicado pelo governador João Doria para reduzir custos com transporte público

Agência Estado
Juiz considerou que revogação do benefício 'foi contra a lei'

Juiz considerou que revogação do benefício 'foi contra a lei'

Suamy Beydoun/Agif/Folhapress - 01.02.2021

O juiz Luis Manuel Fonseca Pires, da 3ª Vara de Fazenda Pública de São Paulo, determinou o restabelecimento da gratuidade a idosos de 60 anos a 65 no metrô da capital paulista, em trens da região metropolitana e nos ônibus intermunicipais da Grande São Paulo.

O magistrado suspendeu os efeitos do decreto publicado pelo governador João Doria (PSDB) para reduzir custos com o transporte público, mas o entendimento só terá validade depois do trânsito em julgado da ação, ou seja, depois que se esgotarem os recursos contra a decisão.

O despacho foi dado no último dia 7 quando Pires analisou o mérito de ação ajuizada pelo Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Força Sindical. Em janeiro, o juiz deferiu liminar no âmbito de tal processo, também no sentido de restabelecer o benefício.

No entanto, a decisão acabou sendo derrubada pelo presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargador Geraldo Francisco Pinheiro Franco.

"Observa-se que a Lei Estadual nº 15.187/2013 concede ao Poder Executivo a forma e os termos de implementação de gratuidade aos idosos maiores de 60 anos nos transportes públicos na metrópole de São Paulo, dessa forma implementa uma obrigação que não pode ter sua legitimidade normativa embargada por um Decreto Estadual", escreveu o juiz na decisão publicada nesta quarta (12).

Para o magistrado, a revogação do benefício 'foi contra a lei'. Além disso, o magistrado considerou que a alegação de que a 'paralisação da gratuidade foi determinada em razão da insustentabilidade do benefício, afetando o equilíbrio econômico-financeiro do Estado de São Paulo' seria 'motivo insuficiente para violar a legalidade'.

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