São Paulo Juíza avisa que investigações ligadas ao Rodoanel não terminaram

Juíza avisa que investigações ligadas ao Rodoanel não terminaram

Magistrada ainda não aceitou a denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal. Operação Lava Jato acusou 14 investigados por fraude à licitação

Juíza avisa que investigações ligadas ao Rodoanel não terminaram

Investigações sobre desvios nas obras do Rodoanel ainda não foram encerradas

Investigações sobre desvios nas obras do Rodoanel ainda não foram encerradas

Luis Moura/Agência Estado - 13.07.2018

A juíza Maria Isabel do Prado, da 5.ª Vara Criminal Federal, em São Paulo, afirmou em decisão que o inquérito que culminou na denúncia da Operação Pedra no Caminho - investigação sobre supostas fraudes nas obras do Rodoanel Norte - "não encerrou todas as investigações".

Em julho, a força-tarefa da Operação Lava Jato acusou 14 investigados por crimes de fraude à licitação, falsidade ideológica e organização criminosa.

"O inquérito policial nº. 0053/2016-11, na forma já manifestada pelo Ministério Público Federal, não encerrou todas as investigações, e seu desmembramento para a formação de novos inquéritos policiais já foi autorizado pelo juízo na decisão proferida em 2 de agosto de 2018", afirmou a juíza, em decisão de sexta-feira (24).

Juíza suspende atividades de diretores e engenheiros da Dersa

Na mesma decisão, a juíza negou conceder prazo em dobro a denunciados da Pedra no Caminho. A magistrada ainda não aceitou a acusação formal do Ministério Público Federal. Em 2 de agosto, em outra decisão, Maria Isabel mandou notificar os denunciados.

Quatro acusados alegaram à juíza que cópias de arquivos do processo estavam corrompidas. Dois pediram 30 dias para resposta à denúncia após o acesso aos autos.

Na sexta-feira (24) a juíza negou o pedido de concessão de prazo de 30 dias.

'Enchia mochilas de dinheiro', diz motorista de ex-diretor da Dersa

Nesta terça (28) por maioria, a Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) liberou da prisão o ex-diretor da Dersa Pedro da Silva, preso em junho pela Pedra no Caminho. A custódia preventiva foi substituída por outras medidas, como proibição de deixar o País, de fazer contato com outros investigados no caso, e de entrar no prédio da Dersa.

Dersa

A Dersa - Desenvolvimento Rodoviário S/A reitera que juntamente com o governo do Estado é a maior interessada na elucidação do caso. Havendo qualquer eventual prejuízo ao erário público, o Estado adotará as medidas cabíveis, como já agiu em outras ocasiões.