Novo Coronavírus

São Paulo Justiça de SP volta a dar parecer favorável ao novo rodízio

Justiça de SP volta a dar parecer favorável ao novo rodízio

Desembargador rejeitou inicial e julgou extinto um mandado de segurança proposto pela Associação Comercial de São Paulo

  • São Paulo | Márcio Pinho, do R7

Trânsito na Avenida 23 de Maio, em São Paulo

Trânsito na Avenida 23 de Maio, em São Paulo

Fabio Vieira/Fotorua/Estadão Conteúdo - 08.05.2020

O Tribunal de Justiça de São Paulo concedeu nesta quarta-feira (13) uma nova decisão mantendo o novo rodízio de 24 horas da capital, em vigor desde segunda-feira (11). O sistema prevê que carros podem circular em dias alternados, considerando datas pares e ímpares e as placas dos veículos, e foi implementado pelo prefeito Bruno Covas (PSDB-SP) como uma forma de tentar ampliar o isolamento social e evitar a disseminação da pandemia de covid-19.

A nova ordem contra a suspensão do rodízio veio do desembargador Péricles Piza, do Órgão Especial. Ele rejeitou inicial e julgou extinto um mandado de segurança proposto pela Associação Comercial de São Paulo, que buscava a suspensão do Decreto Municipal nº 59.403/20, que instituiu o novo rodízio.

Avanço do coronavírus na Baixada Santista preocupa governo de SP

Em sua decisão, o magistrado citou jurisprudência do STF (Supremo Tribunal Federal), destacando que o mandado de segurança não pode ser utilizado como mecanismo de controle abstrato da validade constitucional das leis e dos atos normativos em geral e que não pode substituir a ação direta de inconstitucionalidade.

“O decreto impugnado, embora ostente nome tipicamente conferido aos atos normativos secundários, tem generalidade, abstração e impessoalidade. Possui densidade normativa e inova autonomamente na ordem jurídica, atuando, assim, com força de lei”, afirmou o magistrado.

A Prefeitura de São Paulo já tinha obtido uma decisão favorável na terça-feira (12), quando o Tribunal de Justiça indeferiu um pedido de liminar feito pelo vereador Fernando Holiday (DEM-SP). Neste caso, o Ministério Público de São Paulo se manifestou na ação favoravelmente à suspensão, alegando que a administração municipal não apresentou estudos embasando a medida. Holiday afirmou que iria recorrer.

Últimas