São Paulo Justiça determina reajuste de salários de trabalhadores da CPTM

Justiça determina reajuste de salários de trabalhadores da CPTM

Decisão beneficia funcionários das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, cujo sindicato anunciou paralisação para terça-feira (20)

Agência Estado
Passageiros esperam para entrar em trem da CPTM

Passageiros esperam para entrar em trem da CPTM

Carla Carniel/Reuters - 23.03.2021

Após audiência de conciliação realizada neste domingo (18), o Tribunal Regional do Trabalho da 2º Região decidiu conceder reajuste salarial aos ferroviários que atuam na CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade. O grupo, representado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona da Central Brasil, havia anunciado paralisação das linhas para terça-feira (20).

Os trabalhadores informaram que, desde 2019, os salários não eram reavaliados. O reajuste concedido é de 3,63% para a data-base de 1º de março de 2020 e de 6,36% para 2021.

Foi ainda determinado que a CPTM elabore, em até 20 dias, a folha e o efetivo pagamento dos valores atrasados, retroativos a 1º de março de 2021. Caso não o faça, a multa diária será de R$ 50 mil.

O Sindicato dos Ferroviários da Central do Brasil, que representa os trabalhadores dessas linhas, tem até 12 horas para que informe se a paralisação marcada para a próxima terça-feira será mantida ou suspensa.

Na última quinta-feira (15), a circulação dos trens nas linhas 7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda e 10-Turquesa foi paralisada por grevistas. Os funcionários dessas outras linhas são representados por outra entidade sindical.

As linhas foram normalizadas após proposta do governo referente ao pagamento de 50% do plano de participação dos resultados em 10 de agosto, e o restante, com multa, em janeiro de 2022.

Em entrevista à "Rádio Eldorado" nesta semana, o presidente da CPTM, Pedro Moro, alegou que a pandemia reduziu a receita da companhia em 60%. "Há um esforço tremendo da parte da companhia para redução de custos e manutenção da operação em 100%", disse.

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