Justiça libera prisão domiciliar para Abdelmassih em razão de pandemia

Ex-médico, condenado a mais de 173 anos por abusar sexualmente de pacientes, apontou problemas de saúde e cumprirá pena em casa

Roger Abdelmassih

Roger Abdelmassih

MARCELO CHELLO/CJPRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

A Justiça de São Paulo autorizou o ex-médico Roger Abdelmassih a deixar a prisão para cumprir a pena em casa em razão da pandemia do novo coronavírus.

Aos 76 anos, Abdelmassih solicitou o benefício alegando fazer parte do grupo de risco da doença, pois além de ser idoso tem doenças cardíacas e respiratórias, conforme laudos apresentados ao Judiciário.

Um dos principais nomes da reprodução assistida no país nas últimas décadas, Abdelmassih foi condenado a mais de 173 anos de prisão por abusar sexualmente de pacientes.

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A autorização para Abdelmassih deixar a Penitenciária 2 de Tremembé vale inicialmente por 90 dias e depois poderá ser prorrogada. Abdelmassih não poderá se ausentar da residência a não ser mediante prévia autorização judicial, exceto para tratamento médico e hospitalar, o que deverá ser comprovado posteriormente.

A decisão desta terça-feira (14) foi da juíza Sueli Zeraik de Oliveira Armani, da 1ª Vara de Execuções Criminais de Taubaté. Ela citou recomendação do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) para que se evitem riscos epidemiológicos e decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que determinou a liberação de uma presa lactante em razão da covid-19.

De volta pra casa

Essa não é a primeira vez em que o ex-médico terá o benefício da prisão domiciliar, já que ele cumpria pena nessa modalidade até outubro de 2019. O direito foi revogado depois da abertura de uma apuração por suposta fraude em relação ao estado de saúde dele.