São Paulo Justiça torna réus 19 integrantes do alto escalão financeiro de facção

Justiça torna réus 19 integrantes do alto escalão financeiro de facção

Investigação aponta que PCC movimentou R$ 1 bilhão com tráfico de drogas. Venda era combinada por aplicativo de celular não rastreáveis.

  • São Paulo | Do R7, com informações da Record TV

Uma investigação do Ministério Público de São Paulo indentificou que a facção criminosa PCC movimentou mais de R$ 1 bilhão em um ano e meio com o tráfico de drogas. A venda era combinada por aplicativo de celular não rastreáveis. Ao todo, 19 integrantes do alto escalão financeiro da facção se tornaram réus.

Os promotores obtiveram ainda o bloqueio judicial de R$ 72.322.585,90, sendo o valor de R$ 3.806.451,89 referente a cada uma das 19 pessoas. O bloqueio atingiu contas bancárias e ativos financeiros de 12 pessoas físicas e 23 pessoas jurídicas ligadas aos denunciados, por haver suspeita de atuarem como "laranjas" ou empresas de fachada para o grupo criminoso. Também foram sequestrados, por ordem judicial, 14 imóveis, alguns deles de luxo.

Os crimes apontados na denúncia são de organização criminosa e lavagem de dinheiro. As investigações, que se iniciaram no primeiro semestre de 2019 a partir do cruzamento de múltiplos dados, foram conduzidas por uma força-tarefa composta por seis promotores de Justiça e agentes de investigação, com apoio da Polícia Militar.
 


As provas colhidas revelaram que a cúpula da facção movimentou, no período investigado, mais de R$ 1 bilhão. Esse dinheiro provinha, basicamente, do tráfico de drogas e da arrecadação de valores de seus integrantes, tudo contando com rigoroso controle por meio de planilhas.

As investigações revelaram ainda a cadeia logística do tráfico de drogas realizado pela facção, bem como a sucessão entre suas principais lideranças à frente da fonte de maior renda da organização criminosa, apontando a participação de 21 pessoas.

Penitenciária de Presidente Venceslau

Penitenciária de Presidente Venceslau

6.7.2019 - Márcio Neves/R7

Para ocultar a movimentação bilionária, os denunciados compravam bens e se valiam de imóveis com fundos falsos, onde guardavam dinheiro vivo antes de realizar transferências, muitas vezes por intermédio de doleiros. Também recorriam a  empresas em nome de terceiros para movimentar valores.

Entre os denunciados estão as principais lideranças do PCC atualmente em liberdade e algumas já presas. Alguns integrantes da facção se encontram no exterior, comandando atividades logísticas a partir de outros países. Dos 21 envolvidos, dois morreram durante as investigações.

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