São Paulo Líder de grupo de entregadores tem carro baleado por PM e é detido

Líder de grupo de entregadores tem carro baleado por PM e é detido

Paulo conta que perseguição se deu por provocação que começou com outros policiais. Após assinar termo na delegacia, foi liberado

  • São Paulo | Guilherme Padin, do R7

Após perseguição, Paulo tentou ir à avenida Paulista, onde se sentiria mais seguro

Após perseguição, Paulo tentou ir à avenida Paulista, onde se sentiria mais seguro

Reprodução/Instagram/@galodelutaoficial

O entregador de aplicativos e um dos líderes do movimento Entregadores Antifascistas, Paulo Roberto da Silva Lima, foi detido neste domingo (28) após ter o carro baleado por policiais militares em São Paulo (SP). 

Galo, como é conhecido, contou à reportagem do R7 que os agentes se incomodaram após ele mostrar o dedo do meio durante uma confusão, o perseguiram e atiraram contra o automóvel, uma kombi. Paulo foi detido, ouvido na delegacia e liberado durante a tarde.

O entregador relatou que estava dirigindo na rodovia Raposo Tavares e foi provocado por policiais em uma viatura, então respondeu no mesmo tom aos agentes. O desentendimento durou até chegarem a Pinheiros, onde seguiram por caminhos diferentes.

No bairro da zona oeste, Paulo parou para comer e, quando voltou ao automóvel, se deparou com uma viatura da PM. Acreditando serem os mesmos policiais de minutos antes, mostrou o dedo do meio.

Ao ser seguido pelos agentes – outras viaturas se juntaram à abordagem –, Galo se sentiu inseguro em ser abordado em seu bairro e então preferiu levar a Kombi até a avenida Paulista. Durante a perseguição, os policiais atiraram no automóvel, atingindo o pneu, e então Paulo se chocou com um prédio da via.

“Deixei que eles me pegassem na Paulista porque lá tem câmeras e reportagens, então me senti mais seguro”, disse à reportagem. Paulo foi detido por desacato e levado ao 78º Distrito Policial (Jardins), onde o ouviram.

Segundo a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo), ele foi liberado após assinar um termo circunstanciado. O caso foi encaminhado ao Juizado Especial Criminal.

Últimas