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São Paulo Mais de 1,1 mi tiveram contato com coronavírus em SP, indica prefeitura

Mais de 1,1 mi tiveram contato com coronavírus em SP, indica prefeitura

Inquérito sorológico realizado pela Prefeitura de SP aponta que prevalência da covid-19 é de 9,5% da população e 1,16 milhão tem anticorpos

  • São Paulo | Fabíola Perez, do R7

Secretário de Saúde afirma que São Paulo tem 1,16 milhão de infectados

Secretário de Saúde afirma que São Paulo tem 1,16 milhão de infectados

Reprodução/Prefeitura da Cidade de São Paulo

O secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido, afirmou nesta terça-feira (23), durante coletiva de imprensa, que a fase zero do inquérito sorológico realizado pela pasta demonstrou que 1,16 milhão de pessoas possuem anticorpos para Sars-Cov-2. A prevalência do inquérito é de 9,5% da população (12.252 milhões de pessoas). A margem de erro é de 1,7%.

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"Chegamos à conclusão de que existem 1.160 milhão de pessoas na cidade de São Paulo com anticorpos Sars-Cov-2. Temos hoje, pelos dados do boletim do município temos 118.708 mil pessoas confirmadas. Isso nos dá um grau de confiabilidade bastante importante e os graus de flexibilização estão sendo pautados por esses números", disse Aparecido.

O inquérito, realizado pela Prefeitura de São Paulo, tem como objetivo conhecer a situação da população, identificar o número de suscetíveis e planejar a volta às atividades. O documento será feito em cinco fases: a etapa zero e mais quatro fases a cada 15 dias. A base de dados é de 3,3 milhões de domicílios e 5.664 pessoas. "Um teste sorológico foi realizado com um grau de confiabilidade de 99%, diferentemente do teste rápido", afirmou Aparecido.

"O inquérito sorológico nos dá uma segurança muito maior. Sabemos que entre 80% a 85% não apresentam sintomas e de 10% a 15% precisam de atendimento hospitalar", afirmou Edson Aparecido durante a coletiva de imprensa. "Estamos há 15 dias em um cenário de estabilidade, mas precisamos consolidar muito esses números e o inquérito sorológico nos dá um caminho."

A região leste da cidade é a que tem maior prevalência da doença com 12,5%, seguida pela zona centro-oeste com 10,7%. Na região norte, há uma prevalência de 8,4%, no sudeste, 8,2%, no sul,7,5% e no município de 9,5%. Segundo a pasta, até dia 21 de junho, eram 6.422 óbitos. Com a taxa de prevalência, a taxa de letalidade é de 5 pessoas a cada 1.000 infectados.

Marcos do coronavírus em SP

O secretário de saúde de São Paulo apresentou também, durante a coletiva, os marcos que determinam o controle da covid-19 na cidade. "Com os primeiros casos na China, em janeiro desse ano, a primeira ação foi dia 10 de janeiro, com a organização de uma rede de técnicos, de controle e monitoramento dos casos, publicação de portarias para sistematizar o controle e acompanhamento das pessoas que tinham ou não covid-19."

O segundo marco, segundo a pasta, foi a ampliação da rede hospitalar em São Paulo com a vigilância contínua dos óbitos e ampliação da rede hospitalar. "Fizemos os hospitais exclusivos para covid-19 e chegamos a 1.327 leitos de UTI nesse período", disse Aparecido.

O terceiro marco exposto pelo secretário foi a consolidação de uma rede integrada de atenção à saúde com a identificação precoce pela rede de casos leves com potencial de agravamento. Aparecido afirmou que houve um atendimento oportuno com a identificação de casos leves com potencial de agravamento. "Temos 246.892 casos suspeitos na cidades, estamos monitorando 176.258 pessoas e tivemos 97.473 altas."

Segundo Aparecido, 17 mil pessoas poderiam ter tido um quadro agravado na cidade de São Paulo. As pessoas identificadas com sintomas leves e moderados foram encaminhadas aos hospitais de campanha. Segundo a pasta, foram 3.496 altas no hospital do Anhembi e 1.161 altas no hospital do Pacaembu.

As três evidências que reforçam que as redes fortalecidas e controle da covid-19 são os monitoramentos de casos nos territórios, redução da ocupação de leitos de UTI e enfermarias desde 1º de junho e redução da solicitação de vagas de leitos de UTI desde 21 de maio.

Na segunda-feira (22), foram registradas 14 pedidos de leitos de UTI. Temos desde 16 de maio e 22 de maio, aumento de 3.1 novos casos, a 29 de maio 3,7, até 5 de junho, 3,2. Até 12 de junho 2,4, depois até 17 de junho 3.4.

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