São Paulo Marcola nega ameaça a promotor e diz que nunca agiu com violência

Marcola nega ameaça a promotor e diz que nunca agiu com violência

Em depoimento a promotores e delegados, líder do PCC afirma que nunca teria orquestrado assassinato do promotor do Gaeco, Lincoln Gakiya

Cartas decodificadas pela polícia com ameaças a promotor e servidor da SAP

Cartas decodificadas pela polícia com ameaças a promotor e servidor da SAP

Divulgação

Em depoimento a cinco promotores de Jutiça e delegados que integram a força-tarefa do Ministério Público de São Paulo para investigar as ameaças do líder o PCC (Primeiro Comando da Capital), Marco Willians Herbas Camacho negou que tenha feito ameaças ao promotor do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), Lincoln Gakiya.

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Segundo fontes ouvidas pelo R7, ele afirmou que não teria dado ordens para orquestrar o assassinato de Gakiya, um dos principais promotores que investiga o crime organizado e o responsável pelo pedido de transferência à Justiça de Marcola e outros membros da facção para presídios federais.

Marcola, que cumpre pena na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, também teria negado mais uma vez ser o líder da facção e teria dito também que "nunca agiu com violência" e "nunca ameaçaria um promotor de Justiça". Gakiya conta com um reforço de segurança desde que a polícia encontrou cartas codificadas com ameaças de morte contra ele e um diretor da SAP-SP (Secretaria de Administração Penitenciária do Estado de São Paulo).

As correspondências codificadas foram encontradas, no sábado (8), com duas mulheres que saíram da Penitenciária 2, onde cumpre pena a cúpula do PCC. As decisões da facção são tomadas pelo próprio Marcola, apontado pela polícia como líder da organização, e por uma espécie de colegiado conhecido como Sintonia Final.

Força-tarefa

O objetivo do grupo criado na segunda-feira (10), segundo procurador-geral de Justiça do Ministério Publico de São Paulo, Gianpaolo Smanio, é apurar as ameaças realizadas pelo PCC contra Gakiya, mas a equipe também poderá atuar em outras investigações.

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"O promotor já está amparado e em segurança. Estamos cuidando de todo o necessário para que ele continue no exercício de seu trabalho", afirmou Smanio durante o anúncio da criação da força-tarefa. O procurador-geral afirmou também que apoia a atuação de seus promotores no que diz respeito ao pedido de transferência que vem sendo analisado pela Justiça.

O debate sobre transferência de integrantes do PCC para presídios federais foi motivada, segundo o procurador, por um eventual plano de resgate de Marcola na Penitenciária de Presidente Venceslau.