São Paulo Menino lida com sequelas um ano após comer marmita envenenada

Menino lida com sequelas um ano após comer marmita envenenada

Internado até hoje, garoto tinha 11 anos quando comeu alimento contaminado com veneno de rato, em Itapevi, na Grande SP

  • São Paulo | Do R7

Um ano depois de comer  uma marmita contaminada com veneno de rato, um menino de 12 anos continua em tratamento para se recuperar das sequelas. Ele se alimenta por sonda, não fala e nem anda. Internado até hoje, ele recebe acompanhamento das equipes de fonoaudiologia e fisioterapia do Hospital Pirajussara, em Taboão da Serra, na Grande São Paulo. O pai prepara um quarto adaptado para recebê-lo novamente em casa.

O crime ocorreu em julho de 2020, em Itapevi, também na Grande São Paulo. O vendedor de churros Flávio Araújo, pai do garoto, pegou as marmitas de um grupo conhecido por fazer serviços sociais para a população carente. Ele levou três quentinhas, que compartilhou com o filho e sua então namorada no jantar.

“Deu 15 minutos e ele desmaiou. Eu só não morri porque tinha deixado a minha (marmita) para comer no outro dia”, disse o pai do menino. A companheira de Flávio chegou a passar mal, mas foi atendida e não teve sequelas.

Outros dois moradores de rua também foram vítimas do envenenamento

Outros dois moradores de rua também foram vítimas do envenenamento

Reprodução / Record TV

Após perícia realizada na igreja onde as marmitas foram feitas, nada foi constatado. A cozinheira ainda afirma que, assim como outras pessoas que trabalharam na preparação da refeição, também comeu das marmitas. No entanto, ninguém passou mal.

O crime até agora segue sem solução. A polícia chegou a trabalhar com a hipótese de vingança, já que uma das vítimas fatais teria se envolvido em uma briga dias antes com um indivíduo ainda não identificado. A autópsia realizada em dois homens mortos no episódio apontou consumo de alimento envenenado, mas as investigações seguem até hoje, sem novidades.

"Já tem um ano que o menino tá no hospital, e o delegado fala que tá trabalhando devargazinho. Até agora não tem ninguem preso ainda", lamenta o pai do garoto. Em nota, a Polícia Civil de Itapevi informou que ouviu 30 pessoas e que aguarda investigações do Ministério Público.

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