São Paulo Mensagens provocam reviravolta no caso da morte de Ísis Helena, em SP

Mensagens provocam reviravolta no caso da morte de Ísis Helena, em SP

Conversa por aplicativo de celular entre o advogado e uma amiga da mãe de Ísis revela a suspeita de Jennifer ter confessado o crime sob tortura na prisão

  • São Paulo | R7, com informações da Record TV

Ísis, morta pouco antes de completar 2 anos, nasceu permatura e com microcefalia

Ísis, morta pouco antes de completar 2 anos, nasceu permatura e com microcefalia

Reprodução/Record TV

Uma troca de mensagens via aplicativo de celular entre o advogado João Pelisser, que representa Jennifer Natalia Pedro, de 21 anos, mãe de Ísis Helena, pode representar uma reviravolta na investigação sobre a morte da menina de 2 anos, em Itapira (SP). As informações são da Record TV.

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"A confissão da Jennifer será provada que foi viciada, colhida sob tortura. O que, infelizmente, é algo muito comum. Vou ver se a Jennifer quer se retratar da confissão", escreveu o defensor em um dos trechos da conversa, obtida pelo programa Cidade Alerta.

Em resposta, a pessoa ligada à jovem que cumpre prisão temporária por suspeita de envolvimento na morte da criança - e que admitiu ter se jogado o corpo da filha na águas de um rio da cidade - sugere que o advogado estaria sofrendo pressão para. "Eu não sei quem ameaçou o senhor ou o que está acontecendo. Mas pode ter certeza que, com a ajuda de Deus, a verdade virá à tona".

Anteriormente, João Pelisser havia negado, em nota enviada ao apresentador Luiz Bacci, as supostas agressões sofridas pela cliente e afirmado que abandonaria o caso por "questões de ética e quebra de confiança". A jovem também teria sido submetida a três exames de corpo de delito que não haviam confirmado as agressões.

O caso

Jennifer segue detida na Penitenciária Feminina de Mogi Guaçu. A família do pai da menina cobra o indiciamento por homicídio doloso (intencional). As causas da morte de Ísis Helena ainda estão sendo apuradas.

Segundo a SSP-SP (Secretaria da Segurança Pública de São Paulo), a mãe mudou a versão apresentada aos policiais responsáveis pela investigação. Agora, ela sustenta que a filha teve febre, por volta da meia-noite, e deu o medicamento ibuprofeno.

Em seguida, Jennifer teria dado mamadeira com leite para a bebê e ido dormir por volta das 4h. Às 6h15, ela teria acordado e encontrado a menina já "fria". Ísis Helena "tinha espuma e leite nos cantos da boca". Ainda de acordo com a versão, a menina teria sofrido convulsões e morrido por asfixia.

Então, Jennifer teria se desesperado e decidido levar o corpo da menina para o rio. Em seguida, a mulher disse ter consumido drogas no mesmo local, onde diz ter abandonado a filha e consumido drogas.

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