Tiroteio em Suzano
São Paulo Mensagens revelam plano ainda mais cruel de ataque em escola

Mensagens revelam plano ainda mais cruel de ataque em escola

Menor G.V.G.O. foi apreendido na manhã desta terça-feira (19), suspeito de envolvimento no massacre na Raul Brasil, que vitimou oito pessoas

Mensagens revelam plano ainda mais cruel de ataque em escola

Menor G.V.G.O. participou da elaboração do massacre em Suzano (SP)

Menor G.V.G.O. participou da elaboração do massacre em Suzano (SP)

Reprodução/Record TV

O documento feito pela Polícia Civil de São Paulo solicitando a apreensão do terceiro envolvido no ataque na escola estadual Professor Raul Brasil, em Suzano, na quarta-feira (13), mostra troca de mensagens do menor com demais pessoas expondo o plano ainda mais cruel do massacre. Oito pessoas morreram, além de os dois autores.

O documento, assinado pelo delegado titular de Suzano, Alexandre Henrique Augusto Dias, é uma representação direcionada à juíza da Vara da Infância e Juventude da Justiça de São Paulo, solicitando a reconsideração de medida cautelar, para a apreensão do adolescente. Na manhã desta terça, o menor foi apreendido e fora encaminhado pra Fundação Casa.

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De acordo com a representação, o menor G.V.G.O. participou da elaboração do massacre na escola Raul Brasil. Em uma dinâmica de grupo realizada dias antes do ataque, o apreendido relatou à professora que o seu maior sonho era entrar em uma escola, armado, e atirar em várias pessoas, de forma aleatória. Disse que o único sentimento que desenvolvia com a resposta dada era de prazer quando imaginava tal cena.

Segundo o documento, uma outra análise de conversa entre o menor e outro jovem, não identificado, destacou que o detido deveria estar no dia do ataque. Troca de mensagens com a docente, depois do massacre, mostra que o menor não demonstrou qualquer arrependimento pelo planejamento e alega ter planos sugerindo novas execuções.

A investigação policial identificou, ainda, mensagens sobre como era o plano montado pelos assassinos. De acordo com o documento, o menor não sabia, no entanto, quando seria executado. Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, que se suicidou após o massacre, teria reconhecido a irmã deste terceiro envolvido e a deixou sair ilesa.

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Relatório técnico do Departamento de Inteligência da Polícia Civil mostra, também, as principais conversas do menor apreendido com contatos de seu telefone. No dia oito de outubro de 2018, ele teria informado sobre como seria o ataque. “A gente ia entrar na segunda aula, mas antes os nóias que ficassem ao redor da escola a gente ia executar e jogar lá pra trás da escola (sic)”, conta. “Iríamos entrar como se nada tivesse acontecido e esperar até o intervalo. Eu e o Taucci iríamos um pra cada lado, com facas, e ia executar os namorados primeiros”, continua. As mensagens expõem, ainda, descrições violentas do plano.

Ao saber do ataque, o menor enviou uma mensagem para o atirador Guilherme Taucci Monteiro. “Teve um tiroteio dentro da escola. Dois adolescentes e eles se mataram. Um deles tinha um machado igual ao seu. Agora eu sei que você nunca mais vai fazer aquelas perguntas chatas de ateu. Risadas. Te odeio (sic)”, falava.