Novo Coronavírus

São Paulo Mesmo com greve dos professores, merenda é mantida nas escolas

Mesmo com greve dos professores, merenda é mantida nas escolas

Retorno presencial das aulas na rede estadual foi marcado para esta segunda, mas categoria alega não ter segurança contra covid

  • São Paulo | Do R7, com informações de Elizabeth Matravolgyi, da Agência Record

Resumindo a Notícia

  • Aulas presenciais devem ser retomadas nas escolas estaduais nesta segunda (8)
  • Mas professores anunciaram greve e só devem trabalhar de forma remota
  • Segundo Secretaria da Educação, merenda escolar está mantida nas unidades
  • Não há ainda um balanço de adesão de professores e alunos
Apesar de greve dos professores, merenda é oferecida nas escolas estaduais em SP

Apesar de greve dos professores, merenda é oferecida nas escolas estaduais em SP

Arquivo/Agência Brasil

A Secretaria Estadual de Educação de São Paulo afirmou que, apesar do anúncio de greve dos professores, a merenda será fornecida aos alunos nas escolas estaduais. As aulas presenciais na rede foram retomadas às 7h30 desta segunda-feira (8).

A orientação é de que as unidades retomem as atividades com até 70% da capacidade para regiões que estejam na fase amarela do Plano São Paulo e 35% para as cidades na fase laranja.

A merenda completa para os alunos do Estado é oferecida desde o dia 1º de janeiro. A secretaria informou que ainda não sabe quantos professores e quantas unidades aderiram à greve proposta pelo sindicato da categoria após assembleia na sexta-feira (5)

Em uma escola estadual da zona oeste de São Paulo visitada pela Record TV nesta manhã, não havia movimento de professores ou alunos.

A deputada estadual Professora Bebel (PT), presidente da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), ressaltou que a "greve é sanitária em defesa da vida contra a volta às aulas presenciais". A sindicalista afirma que, diferentemente de outras paralisações, desta vez o foco é a saúde, preservar vidas, tanto de professores quanto de alunos, funcionários e familiares em meio à pandemia do novo coronavírus.

Já o governo defende que os professores voltem ao trabalho de forma presencial e apenas os profissionais em grupos de risco devem continuar com o ensino remoto.

A presença dos alunos em 1/3 das aulas deixou de ser obrigatória e os estudantes que optarem por permanecer em casa podem retomar o ano letivo de forma remota.

De acordo com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), os professores que não derem as aulas presenciais terão corte na remuneração. Segundo ele, todos os banheiros das escolas foram reformados e os protocolos são adotados, por isso não haveria nenhuma razão para impedir ou limitar a presença de alunos nas escolas.

Ainda de acordo com Doria, os pais também querem os alunos nas salas de aula. Até o momento, não está prevista a vacinação prioritária de professores contra a covid-19.

Professores

A recomendação da Apeoesp é para que os professores protocolem um requerimento nas escolas informando que vão trabalhar remotamente. 

Eles também devem contatar os alunos e iniciar as aulas remotas "tendo em vista que o objetivo da greve sanitária em defesa da vida é a não realização de atividades presenciais nas escolas, devido ao alto risco de contaminação, face ao quadro de pandemia que estamos vivendo".

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