São Paulo Metrô de SP publica editais para naming rights de seis estações

Metrô de SP publica editais para naming rights de seis estações

Estações Saúde, Brigadeiro, Consolação, Penha, Carrão e Anhangabaú são contempladas nos editais da companhia

  • São Paulo | Rodrigo Martinez, da Agência Record*

Editais foram publicados nesta terça-feira (4)

Editais foram publicados nesta terça-feira (4)

Caio Sandin/R7 - 11.07.2018

O Metrô publicou nesta terça-feira (4) os editais das licitações para conceder ao mercado o uso de naming rights em seis estações das suas linhas. O projeto vai gerar novas receitas que devem ser revertidas em melhorias da rede, além da modernização e padronização da atual comunicação visual do Metrô.

Esse é o primeiro lote da concessão, com seis licitações individuais para o uso dos "naming rigths" das estações Saúde (Linha 1-Azul), Brigadeiro e Consolação (Linha 2-Verde), Penha, Carrão e Anhangabaú (Linha 3-vermelha). Agora, as empresas poderão associar suas marcas ou seus produtos aos nomes dessas estações, remunerando o Metrô através da concessão de dez anos, renováveis por mais dez anos.

"A adoção dos naming rights nas estações é mais uma inovação que buscamos para trazer mais receita ao Metrô, revertendo em benefícios aos passageiros", afirma o secretário Alexandre Baldy.

Para adotar essa iniciativa em São Paulo, o Metrô encomendou um estudo de viabilidade que mostra o potencial da marca da Companhia e de suas estações, por onde chegam a passar 4 milhões de pessoas diariamente. A premissa do projeto é a manutenção do nome da estação, agregando o nome da marca ou produto como um sobrenome, sem comprometer a identificação do serviço.

Os "naming rights" vão proporcionar às marcas mensagens sonoras nos trens ao anunciar a estação, enxoval de comunicação visual, mapas dos trens e da rede metro-ferroviária, além do site, mídias sociais e aplicativos do Metrô.

A utilização dos chamados "naming rights" já é feita em mais de 10 sistemas de metrô na América do Norte, Europa e Ásia. No Metrô essa modalidade de negócio vai diversificar ainda mais as receitas não-tarifárias, que compreendem a exploração comercial e publicitária das estações, além da locação de imóveis e áreas, como em shoppings anexos às estações. No último ano essas receitas atingiram a 20% de toda arrecadação da Companhia.

*estagiária da Agência Record sob supervisão de Letícia Dauer

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