São Paulo Ministério Público é contrário a regime semiaberto para Suzane Von Richthofen

Ministério Público é contrário a regime semiaberto para Suzane Von Richthofen

Ela foi condenada pela morte dos pais; exame diz que ela é "psicótica, imatura e egocêntrica"

Ministério Público é contrário a regime semiaberto para Suzane Von Richthofen

Suzane von Richthofen (esquerda) foi condenada a 39 anos de prisão pela morte dos pais, Marísia e Manfred (direita)

Suzane von Richthofen (esquerda) foi condenada a 39 anos de prisão pela morte dos pais, Marísia e Manfred (direita)

Reprodução/Sérgio Castro/12.11.2002/Estadão Conteúdo

O Ministério Público de Taubaté, no interior paulista, foi contrário ao pedido de progressão de regime feito pela defesa de Suzane von Richthofen, condenada a 39 anos de prisão por ter participado da morte dos pais Marísia e Manfred Albert von Richthofen, em 31 de outubro de 2002. Ela está presa na Penitenciária Feminina 1, de Tremembé, também no interior de São Paulo.

O parecer foi emitido na terça-feira (17) e se baseou em um exame criminológico feito por psicólogos em novembro. O laudo foi solicitado pelo próprio MP e pela VEC (Vara de Execuções Penais). O resultado do exame revelou que Suzane "é emocionalmente instável, possui tendência em agir de forma impulsiva e sem medir as consequências dos seus atos, além de apresentar características psicóticas, vontade de burlar e desafiar a lei, imaturidade, egocentrismo e narcisismo".

O promotor Luiz Marcelo Negrini encaminhou o parecer e o exame à Justiça, que deve decidir no ínício do ano que vem se aceita ou não o pedido da defesa de Suzane. Se conseguisse passar para o regime semiaberto, ela poderia trabalhar durante o dia e voltar para dormir no presídio. 

Em abril deste ano, a ministros do STJ (Superior Tribunal de Justiça) negaram um pedido de liberdade feito pelos advogados de Suzane. A defesa chegou a questionar a necessidade do exame criminológico, que não é mais obrigatório. O mesmo pedido já havia sido negado em 2011.

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Irmãos Cravinhos

Os irmãos Daniel e Cristian Cravinhos de Paula e Silva, que também participaram da morte dos pais de Suzane, conseguiram a progressão para o regime semiaberto em fevereiro deste ano. Com o benefício, eles podem sair da cadeia para trabalhar ou estudar e nas saídas temporárias.

Cristian Cravinhos saiu da cadeia em outubro para passar o Dia das Crianças em casa. O irmão, Daniel, ficou na prisão por ter cometido uma falta grave. 

O crime

Manfred e Marísia dormiam quando Suzane, Daniel Cravinhos, namorado dela na época, e o irmão dele, Cristian Cravinhos, entraram na garagem no carro da jovem. A polícia conta que Suzane foi até o quarto dos pais para conferir se eles estavam dormindo.

Em seguida, Daniel e Cristian entraram em ação. Daniel se aproximou de Manfred. Cristian, de Marísia. O casal foi golpeado várias vezes na cabeça com barras de ferro. Os irmãos Cravinhos ainda usaram toalhas molhadas e sacos plásticos para sufocar Manfred e Marísia.

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Enquanto os pais era assassinados, Suzane esperou no andar de baixo da casa. A jovem revirou o escritório para simular um assalto. Antes de ir embora, o trio embolsou 5.000 dólares e R$ 8.000 guardados por Manfred.

Depois da morte dos pais, Suzane foi com Daniel para um motel. Às 3h, ela deixou o namorado em casa e foi busca do irmão Andreas em uma LAN house. Ela e o irmão caçula voltaram à mansão. Ao encontrarem os pais mortos, Suzane acionou a polícia.

Na madrugada de 22 de julho de 2006, o Tribunal do Júri condenou Suzane e os irmãos Daniel e Cristian Cravinhos à prisão pelo assassinato do casal. O trio foi condenado por duplo homicídio triplamente qualificado. Eles estão presos na penitenciária de Tremembé, no interior de São Paulo.  

Assista ao vídeo: