Novo Coronavírus

São Paulo Ministro revela plano de vacinar em massa população de Botucatu (SP)

Ministro revela plano de vacinar em massa população de Botucatu (SP)

Marcelo Queiroga diz que cidade será palco da iniciativa inédita com testagem em massa e sequenciamento genético do vírus

  • São Paulo | Do R7

Projeto de vacinação em massa do Ministério da Saúde usará doses de AstraZeneca/Oxford

Projeto de vacinação em massa do Ministério da Saúde usará doses de AstraZeneca/Oxford

Fehim Demir/EFE/EPA - 09.04.2021

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, revelou na noite desta terça-feira (27), em Botucatu, no interior de São Paulo, um plano para vacinar em massa a população da cidade e, desta forma, avaliar eficácia de vacina contra novas cepas da covid-19. A iniciativa também prevê testagem em massa e sequenciamento genético do vírus.

O estudo terá uma duração estimada de oito meses, que incluirá a aplicação das duas doses e o acompanhamento da população que recebeu essas vacinas. As doses da vacina AstraZeneca/Oxford serão doadas pelo PNI (Programa Nacional de Imunizações).

"Essa fase de estudos é justamente para avaliar a efetividade da vacina contra as possíveis variantes desse vírus. Então, nós vamos vacinar a população de Botucatu inteira. Essa pesquisa trará resposta acerca do que queremos saber o uso da vacinação", destacou o ministro Marcelo Queiroga.

De acordo com o Ministério da Saúde, o município foi escolhido para o desenvolvimento da pesquisa, aprovada pela Conep (Comissão Nacional de Ética em Pesquisa), por reunir uma série de condições que tornam a região o local ideal para esse tipo de análise.

Botucatu tem aproximadamente 150 mil habitantes, dos quais cerca de 106 mil são maiores de 18 anos. Pelo projeto de vacinação em massa, todos esses serão vacinados, e os casos positivos na região, sequenciados. A cidade conta com uma unidade do Hospital das Clínicas da Unesp e tem mais de 500 leitos de UTI — o que faz do município um polo de referência em relação às localidades vizinhas.

Parceiros

Também partipam do estudo instituições como: Universidade de Oxford, laboratório AstraZeneca, Fiocruz, Fundação Gates e Unesp (Universidade Estadual Paulista), além da Prefeitura de Botucatu — o município já adotava medidas cruciais para o projeto, como a testagem de todos os sintomáticos de síndromes gripais com o exame RT-PCR.

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