Modelo negra é inocentada após ficar quase 2 anos presa em SP

Bárbara Querino foi condenada depois que vítimas de um assalto a reconheceram pelo cabelo. Ela estava em uma cidade diferente da do crime

Absolvição de Bárbara Querino se deu em 13 de maio, dia da Abolição da Escravatura

Absolvição de Bárbara Querino se deu em 13 de maio, dia da Abolição da Escravatura

Arquivo pessoal

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) entendeu que não havia provas suficientes que incriminasse Bárbara Querino, de 22 anos, e decidiu absolvê-la da pena de cinco anos e quatro meses de prisão. Depois que vítimas de um assalto a reconheceram pelo cabelo, a modelo e bailarina negra chegou a ficar um ano e oito meses presa na penitenciária de Franco da Rocha, em São Paulo.

“A gente vive no mundo no qual cabelo cacheado é o que mais tem, cabelo crespo é o que mais tem. Foi muita tristeza por conta de tudo que aconteceu, pelo jeito também que foi feito essa prisão, sabe? Eu fui pega de surpresa, não sabia de nada. Minha mãe caiu em depressão, emagreceu”, contou Querino, em entrevista exclusiva ao Domingo Espetacular da Record TV. O irmão da bailarina também foi apreendido e levado para a delegacia.

O caso de Bárbara foi mostrado no quadro "Em nome da Justiça", da Record TV

Apesar da existência de fotos e vídeos publicados em redes sociais provarem que Babiy, como é conhecida, estava em outra cidade no dia em que ocorreu o assalto, o juiz de primeira instância levou em consideração apenas as palavras das vítimas. “A Bárbara foi acusada em uma investigação, ela não foi presa em flagrante, não foi encontrada cometendo o crime. O juiz se apegou exclusivamente na palavra da vítima”, diz Flávio Campos, advogado da bailarina.