Moradores de Paraisópolis fazem ato em frente ao governo de SP

Manifestantes se concentram em frente ao Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual, para pedir por paz e esclarecimentos da tragédia

Manifestantes fizeram cordões para fechar ruas no entorno da sede do governo

Manifestantes fizeram cordões para fechar ruas no entorno da sede do governo

NILTON FUKUDA/ESTADÃO CONTEÚDO

Um grupo de moradores de Paraisópolis se concentra próximo ao Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do Estado de São Paulo, protestando contra a tragédia que ocorreu no Baile da 17 no último domingo (1), dentro da comunidade.

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Os manifestantes saíram da Rua Ernest Renan, por volta das 17h. O ato busca mostrar para a sociedade e para as autoridades que as pessoas da região querem "apenas paz" e respeito com a comunidade, que foi palco da morte de nove jovens entre 14 e 23 anos de idade depois de uma ação da polícia.

Por meio de faixas e gritos, os manifestantes também pediram por justiça e pelo fim da Polícia Militar, antes de fechar a rua que leva ao Palácio dos Bandeirantes. 

O caso

Somente dois dos nove jovens que morreram na tragédia tiveram a causa de suas mortes reveladas. A versão dos policiais que as vítimas morreram por pisoteamento é contestada por familiares de algumas vítimas. Também na última terça-feira (4), duas delas tiveram o laudo revelado, que indicou a morte por asfixia.

O episódio é investigado em um inquérito no DHPP (Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa) e também pela Corregedoria da corporação, que apura possíveis irregularidades em ações policiais. Alguns policiais envolvidos e testemunhas da tragédia da tragédia já foram prestar depoimento sobre o ocorrido. 

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O Governo do Estado de São Paulo afirma que não mudará as diretrizes das ações da Polícia Militar em bailes funk como no domingo em Paraisópolis. Os agentes envolvidos na ação foram afastados das funções nas ruas. Nesta terça-feira (2), o MP-SP (Ministério Público do Estado de São Paulo) falou em homicídios, mas não responsabilizou a Polícia Militar.