Morre em SP o jornalista Gilberto Dimenstein aos 63 anos

Ele tinha câncer no pâncreas descoberto no ano passado. Colegas de profissão prestam as últimas homenagens ao fundador do Catraca Livre

Jornalista Gilberto Dimenstein morreu de câncer aos 63 anos

Jornalista Gilberto Dimenstein morreu de câncer aos 63 anos

Reprodução / Arquivo Pessoal

Morreu em casa, na manhã desta sexta-feira (29), o jornalista Gilberto Dimenstein, aos 63 anos. Ele lutava contra um câncer no pâncreas desde 2019 e estava em tratamento há nove meses. Ele morava na Vila Madalena, na zona oeste de São Paulo.

Fundador do site Catraca Livre, Dimenstein passou por grandes veículos de imprensa, como Folha de S. Paulo, Correio Braziliense, Jornal do Brasil, Veja e foi comentarista por muitos anos da Rádio CBN.

Leia também: Covas quer ajuda de comerciantes para fiscalizar retomada

Na página do Catraca Livre, uma mensagem comunica a morte de seu idealizador: "Morre hoje (29) o jornalista Gilberto Dimenstein. A luta contra o câncer levou o fundador da Catraca Livre, mas sua determinação em construir uma comunidade mais igualitária, saudável e gentil, continua nesta página".

No Twitter, diversos colegas de profissão comentaram a morte de Dimenstein, entre eles Vera Magalhães que escreveu: "Uma perda imensa para o jornalismo brasileiro. Um homem íntegro, inspiração para minha geração, que lutou até o fim contra uma doença cruel. Que descanse em paz e que seus familiares e amigos encontrem conforto naquilo que acreditam e uns nos outros".

Também a jornalista Miriam Leitão prestou homenagem ao jornalista nas redes sociais: "A perda de Gilberto Dimenstein é gigante para o jornalismo. Ele revolucionou a forma de fazer o nosso ofício. Fez sucesso muito jovem, sempre foi um inteligente analista da vida nacional. Depois foi abrir novas fronteiras como o@catracalivre. Saudades imensas."

Veja mais: Reabertura em SP depende de aval da Vigilância Sanitária, diz Covas

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), lamentou a morte do jornalista a quem considerou "um dos principais expoentes do jornalismo brasileiro. Inquieto e dinâmico, deu voz a atores antes excluídos do debate nacional. O jornalismo e a sociedade perdem um olhar humanista e solidário. Meus sentimentos aos familiares".

A Prefeitura de São Paulo também lamentou "profundamente o falecimento do jornalista Gilberto Dimenstein e se solidarizou com a família e amigos". Em nota, escreveu: "Nos diferentes veículos de comunicação onde passou, em especial na Folha de S.Paulo onde trabalhou por 28 anos, ele defendeu a liberdade de imprensa, as minorias, os mais vulneráveis e, especialmente, a Cidade de São Paulo ao criar o Catraca Livre, com seu jornalismo dedicado."

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, se manifestou pelo Twitter: "Com grande pesar recebi a notícia da morte do Gilberto Dimenstein. Ele trouxe um olhar inovador à imprensa brasileira, que trata a inclusão social como um valor democrático. Seus textos ponderados e bem escritos eram um exemplo de bom jornalismo. Meus sentimentos à família".

Veja mais: Região metropolitana de São Paulo terá cinco divisões na retomada

Dimenstein teve uma de suas obras transformada em filme em 2012. Inspirado na série de livros “Mano” do jornalista e de Heloisa Prieto, o longa “As Melhores Coisas do Mundo” contava o cotidiano de um grupo de adolescentes e os dilemas dessa fase da vida.