São Paulo Morto por "tribunal do crime" em SP foi torturado e coagido

Morto por "tribunal do crime" em SP foi torturado e coagido

Morotista de aplicativo foi executado a mando da mãe de seu filho. Aos executores, mulher disse que a criança tinha sido abusada pelo pai

  • São Paulo | Catarina Hong, da Record TV

Motorista de aplicativo foi morto a mando da mãe do seu filho

Motorista de aplicativo foi morto a mando da mãe do seu filho

Reprodução/Record TV

A Polícia Civil de São Paulo descobriu que o motorista de aplicativo Murilo Souza foi torturado e morto por um "tribunal do crime" a mando da mulher com quem tinha um filho de quatro anos. A suspeita, Issis da Silva Marques, foi detida nesta sexta-feira (14) junto com a mãe e uma amiga, além de três homens apontados como os executores do assassinato.

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De acordo com o delegado Marcelo Jacobucci, do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), responsável pela investigação, a mulher afirmou que teria encomendado a morte do motorista em função do atrasado no pagamento da pensão alimentícia. No entanto, aos criminosos, ela havia justificado que Murilo avusava sexualmente do próprio filho.

Desaparecido em janeiro deste ano, o corpo do motorista de aplicativo foi encontrado uma semana depois do seu sumiço. Um vídeo feito no cativeiro mostra Murilo sendo coagido. Na gravação, ele confessa o crime. Porém, um laudo da perícia comprovou que o menino não sofreu abuso.

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"A vítima foi embriagada. No vídeo, verifica-se que confessou sob efeito de alcool. Ele sofreu tortura, coação moral para falsa confissão... Entre eles, há um código de ética e foi quebrado o código de confiança quando elas mentiram sobre o motivo", revelou o delegado do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) responsável pela investigação.

Para a polícia, seis homens participaram da execução do motoristas. Portanto, há outros três envolvidos que estão foragidos. A investigação trabalha agora para verificar se o grupo já realizou outros tribunais do crime.

"Só existe uma justiça, uma polícia que é o do governo. Tudo que for paralelo ao estado estamos aqui pra combater. E é o que fizemos hoje.  Tribunal do crime não existe. E quem procura esse subterfúgio é tão criminoso quanto quem pratica o crime".

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