Novo Coronavírus

São Paulo MP pede esclarecimentos a escolas de Campinas após surto de covid

MP pede esclarecimentos a escolas de Campinas após surto de covid

Em uma semana, colégios particulares suspenderam aulas após casos do novo coronavírus. Prazo para resposta é de 10 dias

  • São Paulo | Do R7

Resumindo a Notícia

  • MP-SP pediu esclarecimentos a duas escolas particulares de Campinas após surto de covid-19
  • Órgão quer detalhes sobre fatos ocorridos nas escolas e sobre protocolos de segurança sanitário
  • Escolas terão dez dias para responder à demanda do Ministério Público
  • Insira aqui um item de resumo.
Escolas haviam retornado às aulas em 25 e 26 de janeiro

Escolas haviam retornado às aulas em 25 e 26 de janeiro

Divulgação/Colégio Farroupilha

O Ministério Público de São Paulo pediu esclarecimentos a duas escolas particulares de Campinas, no interior de São Paulo, após as instituições terem casos confirmados de covid-19 entre alunos e funcionários.

O promotor Rodrigo Augusto de Oliveira, autor do pedido, requereu detalhes sobre os fatos ocorridos nas duas escolas, informando também sobre os protocolos de segurança sanitária adotados para prevenção à disseminação do coronavírus.

A solicitação foi feita ao Instituto Educacional Jaime Kratz, o Colégio Farroupilha e a Diretoria de Ensino local. As escolas terão prazo de dez dias para responder ao pedido do MP-SP.

O promotor pediu também, à vigilância sanitária, uma vistoria nas duas escolas, com envio posterior do relatório ao órgão paulista.

Surto de covid em uma semana de aulas

Duas escolas particulares de Campinas, no interior de São Paulo, tiveram de suspender as aulas e atividades presenciais após a confirmação de casos de novo coronavírus entre alunos e professores.

Na escola Jaime Kratz, a suspensão irá até o próximo dia 18, após um grupo de professores ter contraído a covid-19. Um estudante também teve teste positivo para a doença e outros seis estão com suspeita. As aulas foram retomadas ali no último dia 25, seguindo protocolos como uso de máscara, álcool em gel e 35% de ocupação das salas. Os órgãos sanitários responsáveis e a secretaria de educação foram alertados.

No colégio Farroupilha, as aulas tiveram início em 26 de janeiro, também seguindo os protocolos de segurança. No entanto, dois casos de covid-19 foram confirmados entre os professores e alunos. Assim, as aulas foram suspensas por dez dias.

Recorde de casos em janeiro

A cidade de Campinas teve alta recorde de contaminações pelo novo coronavírus em janeiro, com 10.382 notificações neste mês. Até então, o maior número havia sido registrado em julho: 9,947.

A prefeitura campineira relaciona os casos recorde às festas de final de ano.

Posicionamentos das escolas após o surto

Em contato do R7 com o colégio Farroupilha, a instituição disse à reportagem que agiu  "com rapidez e com transparência perante a comunidade do colégio. Foi um caso de uma mãe, que é professora, e a filha que estuda na educação infantil. Pra agirmos rápido, suspendemos as aulas por 14 dias. Os pais receberam muito bem a nossa agilidade".

Em seu site, o Instituto Jaime Kratz divulgou uma nota oficial:

Comunicamos que infelizmente tivemos alguns casos entre os funcionários e fomos orientados pela vigilância epidemiológica que dois casos enquadram-se em surto, desta forma precisamos suspender temporariamente as aulas presenciais, para quebrar o ciclo de contágio e preservar nosso bem mais precioso: nossos alunos e equipe. Já tomamos as medidas de desinfecção de todo o espaço escolar. Visando a saúde de nossos funcionários e alunos estamos seguindo rigorosos protocolos.

A escola possui 1300 alunos e por enquanto temos 7 discentes com sintomas. Vivemos um momento muito desafiador e inédito para famílias e escola. Mas, em 31 anos de existência do colégio continuamos com nosso compromisso de transparência e cuidado em qualquer situação. Ansiamos pela chegada da vacina e vemos que o grupo da educação é uma prioridade para o bem estar da sociedade. Agradecemos a compreensão de todos!

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