São Paulo MP-SP denuncia PM supostamente ligado ao PCC por morte de policial

MP-SP denuncia PM supostamente ligado ao PCC por morte de policial

Segundo o MP-SP, policial teria descoberto ligação de colega com facção criminosa e iria denunciá-lo, mas foi morto em Itaquera (zona leste de SP)

  • São Paulo | Kaique Dalapola, do R7

PM foi assassinado em frente a restaurante

PM foi assassinado em frente a restaurante

Reprodução Google Street View

O MP-SP (Ministério Público  do Estado de São Paulo) denunciou o sargento da Polícia Militar Farani Salvador Freitas Rocha Júnir pela morte do também PM Wanderley Oliveira de Almeida Júnior, em fevereiro deste ano, em Itaquera (zona leste de São Paulo).

De acordo com a denúncia, o sargento Farani foi o mandante do crime. De acordo com as investigações, o policial assassinado sabia da ligação do denunciado com integrantes da facção criminoso PCC (Primeiro Comando da Capital), incluindo traficantes da Favela da Caixa D'Água, em Cangaíba (zona leste).

Segundo o MP-SP, Almeida Júnior pretendia os crimes comentidos pelo sargento para as autoridades, mas temia por sua vida e de seus familiares.

"Sabe-se que, dias antes de sua morte, a vítima compartilhou tais informações com alguns policiais militares, os quais eram considerados de sua confiança, externando a eles o desejo de que os fatos chegassem ao conhecimento dos superiores hierárquicos do policial Farani", diz a promotora Soraia Munhoz na denúncia. 

Ainda de acordo com o Ministério Público, depois que o sargento soube que Almeida Júnior queria levar o caso para polícia, o denunciado resolveu encomendar a sua morte. O crime foi executado por dois homens, que encurralaram a vítima em frente a um restaurante e dispararam várias vezes contra ele. 

O policial militar foi denunciado por homicídio com três qualificadoras: envolvendo pagamento, por meio cruel e com recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

Por meio de nota, a defesa de Farani disse que está confiante que o denunciado será inocentado pela Justiça, já que a investigação da Polícia Civil estaria esclarecendo pontos importantes do caso e afirma que "as provas da defesa devem ser consideradas para afastar as ilações, meramentemente indiciarias, da acusação".

"Com todo respeito a família da vítima, a própria Polícia Civil já constatou que ela tinha inúmeros problemas, dado o seu desvio de conduta. Uma pena que, a inocência do Sgt Farani ainda não tenha sido reconhecida", disse a defesa.

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