São Paulo MP-SP pede prisão preventiva de namorado suspeito de matar cabeleireira achada ao lado da filha

MP-SP pede prisão preventiva de namorado suspeito de matar cabeleireira achada ao lado da filha

Corpo de Sandra Maria Souza da Silva, de 34 anos, foi encontrado por uma amiga e tinha marcas de facadas

  • São Paulo | Rodrigo Balbino e Letícia Dauer, da Agência Record

Resumindo a Notícia

  • Sandra foi encontrada morta no dia 24 de julho ao lado da filha, que estava desnutrida
  • Daniel Ospina Garcia tem dez dias para apresentar sua defesa
  • Os familiares de Sandra afirmam que Daniel era muito ciumento
Sandra Maria Souza da Silva, encontrada morta em apartamento em São Paulo

Sandra Maria Souza da Silva, encontrada morta em apartamento em São Paulo

Reprodução/Record TV

O MP-SP (Ministério Público de São Paulo) denunciou Daniel Ospina Garcia à Justiça. Ele é acusado de matar a cabeleireira Sandra Maria Souza da Silva, de 34 anos. A publicação foi realizada na última quinta-feira (25) e estabelece também o pedido de prisão preventiva do suspeito. A mulher foi encontrada morta por uma amiga dentro de seu apartamento ao lado da filha de 8 meses, que estava desnutrida.

Por meio de despacho, o juiz Ricardo Augusto Ramos descreve que a denúncia que pesa contra o acusado atendeu a todos os requisitos do artigo 41 do Código de Processo Penal.

Daniel tem dez dias para apresentar sua defesa, ou o Estado porá à sua disposição um defensor público. Em nota, o Tribunal de Justiça de São Paulo informou que não confirma pedidos de prisão para não atrapalhar as investigações.

O corpo dela foi encontrado em seu apartamento, na rua Tabatinguera, na Sé, região central de São Paulo, por volta das 16h30 do dia 24 de julho deste ano. Junto dela estava a filha, uma bebê de 8 meses que estava desnutrida.

O principal suspeito de ter matado a cabeleireira é Daniel, namorado da vítima, que estava quase sempre no apartamento. Ele foi visto pela última vez em 22 de julho, dois dias antes de o corpo de Sandra ser encontrado, data em que a polícia suspeita que o crime tenha acontecido. O homem saiu do apartamento carregando bolsas.

Relembre o caso

Sandra Maria Souza da Silva, que trabalhava como cabeleireira, foi encontrada morta dentro de sua casa, na rua Tabatinguera, na Sé, região central de São Paulo, no dia 24 de julho. Junto dela estava sua bebê de 8 meses.

A irmã da vítima contou que havia combinado encontrar Sandra em 22 de julho, dois dias antes do ocorrido, mas ela não respondeu a suas mensagens.

Uma amiga de Sandra, preocupada com a falta de contato, foi até o apartamento e conseguiu entrar no imóvel. O corpo da vítima tinha marcas de golpes de faca e o rosto estava deformado.

A criança estava no berço, bem debilitada. A polícia e os familiares suspeitam que a morte de Sandra tenha ocorrido no dia 22 e que a bebê estava abandonada desde então. Ainda segundo a polícia, talvez a bebê não resistisse a mais um dia sem cuidados. 

Os policiais verificaram que não havia nenhum sinal de arrombamento ou briga, apenas manchas de sangue no quarto. O objeto do crime não foi localizado.

Os familiares de Sandra afirmam que o namorado dela era muito ciumento. Além disso, segundo a irmã da vítima, ele apagou tudo relacionado a ele do celular de Sandra. O aparelho foi apreendido.

O local foi preservado até a retirada do corpo, em estado avançado de decomposição, e a passagem da perícia.

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