Tiroteio em Suzano
São Paulo MP-SP vai investigar se atiradores integravam grupo de ódio na web

MP-SP vai investigar se atiradores integravam grupo de ódio na web

Atiradores de massacre em Suzano fizeram séries de publicações em fóruns na deep web que davam indícios de que eles realizariam o crime

Massacre em escola

MP decidiu investigar os rastros digitais dos atiradores na internet

MP decidiu investigar os rastros digitais dos atiradores na internet

Reprodução/TV Record Brasília

O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Gianpaolo Smanio, determinou a abertura de investigação sobre a relação de sites na deep web com os dois jovens que mataram dez pessoas e feriram outras 11 em ataque na Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano, na última quarta-feira (11). O envolvimento de Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25, com um fórum chamado Dogolochan, foi revelado com exclusividade pelo R7.

Smanio confirmou que a equipe do MP teve acesso à reportagem em que o R7 revelou que no contato com um integrante do site extremista, os matadores agradeceram a ajuda no planejamento do crime e deixaram rastros para avisar seus colegas virtuais do massacre que estava por vir.

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“A notícia que eles frequentam a deep web, área da internet onde estão situados todos os grupos de ódio e preconceito que conhecemos. É importante abrir uma investigação para saber se eles são membros de algum grupo ou apenas massa de manobra, se tiveram informações. Porque nesses grupos se propagam essas ideias e essa forma de atuação de aterrorizar as pessoas, de causar pânico por motivo de ódio ou preconceito. É o que os indícios indicam”, afirmou o procurador-geral.

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Essa investigação sobre os passos dos atiradores, segundo Smanio, deve ser conduzida pelo Cyber Gaeco, que já desenvolve atividades investigativas na internet e já desenvolve trabalhos de monitoramento e pesquisa de crimes da deep web. Além da investigação dos rastros digitais dos dois atiradores, o MP também deve fazer uma profunda investigação para rastrear a origem da arma usada no crime, principalmente a arma de fogo.

Gianpaolo, entretanto, ressaltou que “ainda é cedo para fazer qualquer afirmação, mas é importante que a gente faça essa investigação para fechar todas essas possibilidades. O que aconteceu foi muito grave. É uma escola pública. Uma conduta que aterroriza toda uma cidade. E a pergunta que estão fazendo é se há mais grupos, se isso acaba, se vai continuar. Então, temos que investigar. Como eles tiveram acesso à arma? Como planejaram o crime? Como fizeram os acessos [à deep web]. Quem falou? Há alguém por trás disso? Para que a gente possa tomar as medidas preventivas e repressivas adequadas. E dar garantia de segurança para a população. ”