São Paulo MP-SP vai oferecer capacitação a mulheres vítimas de violência

MP-SP vai oferecer capacitação a mulheres vítimas de violência

Vítimas de violência doméstica serão encaminhadas ao Instituto Rede da Mulher Empreendedora para programas profissionalizantes e psicológicos

  • São Paulo | Do R7

Cursos buscam dar autonomia a mulheres vítimas de violência

Cursos buscam dar autonomia a mulheres vítimas de violência

Divulgação / SSP SP

O MP-SP (Ministério Público de São Paulo)e o Instituto Rede da Mulher Empreendedora formalizaram nesta sexta-feira (20), um Termo de Cooperação Técnica para desenvolver programas destinados a mulheres em situação de violência doméstica e familiar. O MP encaminhará ao instituto as vítimas de violência para inserção nos programas, conforme a disponibilidade de vagas para cursos presenciais e a distância.

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Entre os cursos oferecidos, está o programa "Ela Pode", que prentende capacitar 135 mil mulheres brasileiras nos próximos dois anos, tornando-as confiantes e preparadas para o autodesenvolvimento pessoal e profissional. Outro é o "Elas Prosperam", para desenvolver mulheres empreendedoras abordando temas como educação financeira, opções de crédito e empréstimo, transformação digital e vendas, com apoio da VISA.

"Este convênio vai nos ajudar a resgatar as mulheres vítimas dessas atrocidades", disse o procurador-geral de Justiça, Mario Sarrubbo. Ele saudou todos os envolvidos no projeto, lembrando que as discussões iniciais surgiram no âmbito do gabinete de crise instituído pela PGJ para orientar a atuação dos membros da instituição no combate à pandemia do novo coronavírus.

"Tenho certeza que será um marco muito importante para as mulheres", disse a presidente do instituto, Ana Fontes. A violência contra mulher é um crime em ascensão no estado de São Paulo, cenário que foi piorado com a chegada da pandemia do novo coronavírus. 

De acordo com o Mapa da Desigualdade, realizado pela Rede Nossa São Paulo o número de pessoas vítimas de violência doméstica em 2016, de 50.556 na capital paulista, saltou em 2019, segundo dados obtidos pela a partir da SSP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo).

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