São Paulo Mulher agride assediador dentro de ônibus na zona leste de SP

Mulher agride assediador dentro de ônibus na zona leste de SP

Kelly Claudino, de 19 anos, conta que ninguém a ajudou e que o motorista só fez algo quando ela começou a filmar o que estava acontecendo

  • São Paulo | Do R7, com informações da Record TV

Para a jovem, motoristas devem ter treinamento para saber agir nestas situações

Para a jovem, motoristas devem ter treinamento para saber agir nestas situações

Reprodução/Record TV

A jovem Kelly Claudino, de 19 anos, gravou o momento em que reagiu a um assédio dentro de um micro-ônibus, na zona leste de São Paulo. Em entrevista, ela revelou que o motorista só decidiu ajudá-la quando começou a filmar o que estava acontecendo no coletivo.

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Em um vídeo publicado em suas redes sociais, a maquiadora mostra o momento em que expulsou seu assediador do coletivo que faz a linha 2708-10, que liga o Jardim Lajeado ao metrô Itaquera. 

"O ônibus já estava meio vazio, porque já estávamos bem próximos ao terminal. Tinha poucas pessoas, uns três homens, umas duas mulheres e o motorista. E ele (assediador) se aproximou de mim - eu estava no último banco -, abriu o zíper - ele estava sem cueca -, e começou ali o assédio", conta a vítima. 

Assim que percebeu o abuso, Kelly pediu ajuda ao motorista, mas, segundo ela, ele não tomou nenhuma atitude e seguiu viagem. Só depois que ela pegou o celular e ameaçou gravar tudo é que ele parou o ônibus e foi até ela.

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"Levantei e falei para ele guardar aquilo que eu não queria ver. Para ele me respeitar. E ele debochou da minha cara", diz. 

"Eu pensei em segurar o moço e chamar a polícia, porém na hora eu fiquei tão brava e indignada, que só pensei em chutar ele para fora da lotação". O motorista ajudou Kelly a tirar o assediador do veículo, mas a vítima acha que a situação pediu uma outra atitude. 

"Eu sei que não fiz certo em agredir, porém eu pedi ajuda do motorista e alguns homens e eles não me ajudaram. Pensei que se não tem ninguém para me ajudar eu tenho que fazer por mim mesma", lamenta.

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De acordo com a vítima, o básico que motoristas deviam que ter é um treinamento para saber como agir nessas situações. 

Kelly procurou a polícia, mas não soube informar o nome do homem que a assediou. Mesmo assim ela acredita que serviu de exemplo para que outras mulheres que passarem por situações semelhantes, não fiquem em silêncio. 

"Mulheres não abaixem a cabeça para esse tipo de comportamento. Mesmo que seja um marido abusando dentro de casa ou um homem que buzine dentro de um carro no meio da rua",, disse a vítima.  

Contatada, a empresa responsável pela linha em que o assédio ocorreu não se manifestou até a publicação desta nota. Já a Prefeitura de São Paulo, disse que repudia qualquer tipo de abuso dentro do transporte público e que realiza campanhas preventidas sobre esse tipo de situação. 

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