São Paulo Mulher é esfaqueada e morta por companheiro na Vila Progresso (SP)

Mulher é esfaqueada e morta por companheiro na Vila Progresso (SP)

Rosimeri Aparecida Santos, de 41 anos, foi golpeada mais de 10 vezes dentro de casa. Suspeito está foragido 

  • São Paulo | Carolina Lopes, da Agência Record

Rosimeri foi morta a facadas

Rosimeri foi morta a facadas

Reprodução / Record TV

Uma mulher foi esfaqueada e morta pelo companheiro na Vila Progresso, zona sul de São Paulo, na noite desta segunda-feira (28). Há dois anos, o agressor já havia tentado matá-la, mas foi perdoado.

A Polícia Militar foi acionada para uma ocorrência de feminicídio na rua Lampadosa, por volta das 22h50. Quando os policiais chegaram, encontraram a vítima caída, já sem vida.

Rosimeri Aparecida Santos, de 41 anos, foi golpeada mais de 10 vezes com uma faca na casa onde morava com seu companheiro. O suspeito de 41 anos está foragido. 

Segundo Leandro, familiar e vizinho do casal, as brigas entre o casal eram constantes. O relacionamento foi marcado por idas e vindas, além de episódios de agressão e desrespeito. O homem cumpriu pena por mais de 20 anos e tem passagens por roubo e tráfico de drogas.

Em uma das brigas, há dois anos, Rosimeri foi esfaqueada com mais de 30 golpes e ficou entre a vida e a morte. Por acreditar que o agressor, quem amava, havia mudado, retomou o relacionamento tempos depois.

Além do ciúme, as brigas também aconteciam porque o companheiro é usuário de drogas. Ele dificilmente era encontrado sóbrio e lúcido, segundo a família.

O casal estava junto há 7 anos. Foram dois anos de relacionamento com Rosimeri em liberdade e ele no cárcere. Depois, eles foram morar juntos em um terreno, próximo a familiares do suspeito, onde estavam há 5 anos.

O crime

Na sexta-feira (25), a família se surpreendeu com a atitude do homem. Ele reuniu os familiares, pediu perdão por todos os erros e, sóbrio, esteve com os familiares no Natal.

Três dias depois, na segunda-feira (28), a família ouviu gritos e discussões. O cachorro deles latia muito e o dia era bastante chuvoso. Quando o temporal passou, os familiares tentaram ligar para o celular de Rosimeri, mas ela não atendeu.

Foram até a residência do casal, mas o suspeito garantiu que a companheira estava dormindo. De fora da casa, segundo a família, dava para ouvir o celular tocando incessantemente.

Os familiares encontraram o corpo da mulher horas depois, enrolado em um lençol, quando o agressor já havia fugido da casa. Agora temem o retorno do suspeito.

Investigação

A perícia foi acionada e concluiu os trabalhos na manhã desta terça-feira (29). A faca utilizada foi apreendida e o corpo de Rosimeri encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal) Sul para exames necroscópicos.

O caso foi registrado no 101º Distrito Policial, no Jardim das Imbuias, como feminicídio e violência doméstica.

O corpo de Rosimeri foi sepultado no Cemitério São Luiz, na zona sul da capital, às 15h desta terça-feira (29).

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