São Paulo Mulher é presa por desviar remédios para vender como anabolizante

Mulher é presa por desviar remédios para vender como anabolizante

Suspeita faz parte de quadrilha que atua no Estado de São Paulo e já desviou cerca de R$2,1 milhões dos cofres públicos em medicamentos

RGs falsos apreendidos com membro da quadrilha que desvia medicamentos

RGs falsos apreendidos com membro da quadrilha que desvia medicamentos

Divulgação CGA

Uma mulher acusada de fazer parte de uma quadrilha que desvia medicamentos no estado de São Paulo foi presa em flagrante nesta sexta-feira (11). A prisão  ocorreu quando a suspeita tentou retirar Somatropina na Farmácia de Medicamento Especializado Maria Zélia, no Belenzinho, zona leste da capital, utilizando documentos falsos.

A Somatropina é indicada para o tratamento de crianças com problemas de crescimento em virtude de deficiência hormonal, mas estaria sendo utilizado como anabolizante no mercado negro. 

Segundo a polícia, a prisão é resultado do cruzamento de dados realizado pela CGA (Corregedoria Geral da Administração) após comunicação efetuada pela SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina), que coordena a farmácia Maria Zélia e outras unidades, de possível fraude na retirada da substância.

A SPDM entrou em contato com médica que preescreveu uma das receitas que informou que as receitas não eram dela e que nem mesmo tratava esse tipo de doença. A própria CGA conseguiu identificar a mulher que utilizou cinco doucmentos diferentes com a mesma foto, mas nomes e impressões digitais distintas para retirar o medicamento nas farmácias de Várzea do Carmo, Maria Zélia, Guarulhos e Vila Mariana.

Desde março até agora, ela retirou 289 ampolas de somatropina, totalizando R$ 36.772,36.

A quadrilha é investigada há dois anos. Em janeiro de 2016, três pessoas já haviam sido presas em flagrante durante a retirada do medicamento na farmácia do Conjunto Hospitalar de Sorocaba, no interior de São Paulo. Os três foram condenados pela Justiça.

Foragido

A ivestigação indicou  que os supostos pacientes não precisam do medicamento, mas utilizam documentos falsos para comprovar sua necessidade. Após a prisão dos três integrantes da quadrilha, a CGA e a Polícia Civil constataram que os criminosos são moradores de Cidade Tiradentes, extremo Leste de São Paulo, e eram chefiados por um comerciante conhecido como Chiquinho.

Ele tem prisão preventiva decretada pela Justiça de Sorocaba desde 15 de fevereiro de 2016, mas encontra-se foragido - Chiquinho nasceu em Fortaleza (CE) e tem passagem na polícia por estelionato e receptação. 

O esquema ilegal de retirada da Somatropina pela quadrilha também ocorria em Bauru, Campinas, Franco da Rocha, Marília, Mogi das Cruzes, São Paulo, Osasco, Santos e Taubaté. A rede foi descoberta após apreensão de dois cadernos que descreviam o esquema.

Números

São investigados 83 pacientes nas nove cidades,o equivalente a 22.269 prescrições, das quais a Secretaria Estadual de Saúde já havia entregue 18.582. Um prejuízo aos cofres do Governo do Estado de São Paulo de aproximadamente R$ 2,1 milhões. O valor de referência do rmédio por unidade é R$ 113,67.

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