Mulher que atropelou e gravou marido morto vira ré na Justiça

Justiça acatou a denúncia do MP, por homicídio qualificado e embriaguez ao volante. Caso ocorreu em dezembro do ano passado, em Ituverava (SP)

Cláudia e Adriano se relacionavam há dois anos

Cláudia e Adriano se relacionavam há dois anos

Arquivo Pessoal

Cláudia Aparecida Fernandes Nascimento, a mulher que atropelou o marido e o filmou morto nas redes sociais, virou ré na Justiça após denúncia do Ministério Público de São Paulo, por homicídio qualificado e embriaguez ao volante, em caso ocorrido em dezembro do ano passado, na cidade de Ituverava, interior de São Paulo. Ela pode ir a júri popular. As informações são da Record TV.

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O MP explicou que o crime de homicídio foi agravado por ela não dar chance de defesa para seu marido, Adriano Joaquim Sampaio, e também afirmou, com base nas investigações, que Cláudia dirigia o carro sob efeito de álcool. A defesa de Cláudia já entrou com pedido de liberdade, e diz que ela era vítima de violência há dois anos, com riscos à sua vida e saúde. 

Segundo a advogada, o atropelamento se deu após uma briga entre os dois, no sábado (28), em que a acusada do crime teria sido ameaçada pelo ex, que era usuário de drogas. Na época, Daiane acrescentou que a mulher será submetida a exames psicológicos para comprovar que ela estava emocionalmente abalada com a situação a qual fora submetida durante o relacionamento.

O caso 

Uma mulher foi presa após atropelar e matar o ex-marido em Ituverava, município a 413 km da capital paulista, no dia 28 de dezembro de 2019. A suspeita confessou o crime em um vídeo exposto nas redes sociais.

“Acabou. Quem achou que eu não teria coragem, acabou”, diz a mulher no início do vídeo. Em seguida, questiona: “Sabe onde está o Adriano Alemão? Debaixo do meu carro, morto”.

A suspeita afirma que o homem lhe ameaçava. “Ele falou que eu não ia amanhecer viva. A gente pede socorro para a família e ninguém faz nada”, conta – depois confessa que matou o ex-marido “porque ele falou que eu ia morrer”.

Em seguida, diz que amava a vítima e, por isso, iria chorar. “Mas não de arrependimento. Ele me fez sofrer. Ele acabou com a minha vida”, reconhece.

“Na hora que eu precisei dele, ele estava na rua, usando droga, ameaçando os outros”, relata. Nesse momento, uma viatura da Polícia Militar se aproxima e a mulher grita: “é aqui, estou viva”. “Ele veio para me matar. Eu vou para a cadeia com honra e gloria”, emenda. “Tá feito. Já era”.