São Paulo Mulher que jogou filha pela janela vira ré por tentativa de homicídio 

Mulher que jogou filha pela janela vira ré por tentativa de homicídio 

Promotor afirma que ato expôs "a perigo a vida, a integridade física e o patrimônio de outras pessoas." Justiça aceitou a denúncia

Criança caiu em para-brisa de carro e saiu andando após a queda

Criança caiu em para-brisa de carro e saiu andando após a queda

Reprodução/RecordTV

O 5º Tribunal do Júri de São Paulo abriu uma ação penal contra a universitária Fernanda Fernandes Garcia, de 29 anos, que jogou sua filha de três anos pela janela do prédio onde moram na Vila Lageado, zona oeste de São Paulo.

Com o recebimento da denúncia, Fernanda torna-se ré, por tentativa de homícidio contra filha. A denúncia foi oferecida pelo promotor de Justiça Rogério Leão Zagallo.

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"Assim agindo, a denunciada deu início à execução de um crime de homicídio, o qual somente não se consumou por circunstâncias alheias à sua vontade, a saber, o fato de ter sido amortecida a queda da vítima, uma vez que ela caiu sobre o vidro frontal de um veículo, pertencente à testemunha Carlos Roberto Agili Júnior que, por coincidência, naquele momento ingressava com o automóvel nas dependências da garagem do prédio onde os fatos ocorreram", escreveu o promotor.

No entendimento do MP-SP, o crime foi praticado com utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima, uma vez que ela, jamais imaginando que pudesse ser alvo de algum tipo de violência por parte de sua própria mãe, estava repousando despreocupadamente quando foi abordada e arremessada pela janela do apartamento. Da mesma forma, o crime foi praticado contra descendente e contra criança.

De acordo com a Promotoria, "depois de ter tentado matar a filha, policiais militares foram acionados e passaram a negociar com Fernanda sua rendição".

"Contudo, ela ateou fogo nas cortinas de seu apartamento, causando um incêndio que tinha potencial para causar enorme prejuízo para vida, integridade física, ou patrimônios dos demais moradores do prédio onde ela morava e onde os fatos ocorreram", diz o MP.

"Esse incêndio somente não tomou maiores proporções por conta das eficazes intervenções de policiais militares, que conseguiram conter o fogo antes que ele se alastrasse por móveis e demais dependências do imóvel", afirma o promotor.