Coronavírus

São Paulo Na UTI, idosa aguarda resultado do exame de coronavírus há 8 dias

Na UTI, idosa aguarda resultado do exame de coronavírus há 8 dias

Paciente tem mais de 80 anos  e está internada em um hospital na Baixada Santista, em São Paulo

Agência Estado
Coleta para exame aconteceu no dia 18 de março

Coleta para exame aconteceu no dia 18 de março

Reprodução/Record TV

Uma mulher de mais de 80 anos aguarda o resultado do teste de coronavírus há oito dias em uma UTI de um hospital na Baixada Santista, em São Paulo. Sob condição de anonimato, o Estado conversou com o filho dessa mulher, que demonstrou angústia pela falta do diagnóstico preciso e pelo que isso pode representar para a saúde da mãe e todos que tiveram contato com ela. A coleta do material aconteceu no dia seguinte à internação, na quarta-feira da semana passada (18) e até agora a família não conhece o resultado.

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Dos profissionais de saúde, o filho recebeu diferentes prazos. Inicialmente, o hospital informou que demoraria cerca de dez dias, uma médica falou em sete dias e de outros especialistas ouviu que o prazo está sendo de até 20 dias para saber se uma pessoa está ou não com coronavírus. "Por que está demorando? Está preso no (Instituto) Adolfo Lutz, me dizem", contou o homem.

O Instituto Adolfo Lutz é considerado o principal órgão de vigilância epidemiológica do Estado e o governo já vem tentando soluções para os casos que estão ficando represados lá. Nesta semana, o governador João Doria (PSDB) anunciou o início da operação em um novo laboratório no Instituto Butantan, criado para absorver essa demanda.

Procurada pela reportagem, a Secretaria de Estado da Saúde informou que o instituto "está priorizando o processamento das amostras de casos graves e óbitos". Disse ainda que, de acordo com o Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo e do Centro de Operações de Emergências (COE -SP), o teste "não impacta no tratamento da pessoa, que é feito apenas do ponto de vista clínico". A pasta afirmou que adquiriu 60 mil testes extras para suporte do instituto.

A espera para a família citada nesta reportagem continua. Um dos receios deles é o fato de a idosa estar em uma ala separada para pacientes com coronavírus. Se ela não estava com a doença antes, poderia ser infectada lá, temem. Os médicos disseram aos parentes que, para o tratamento, o diagnóstico de coronavírus não mudaria muito do que já está sendo feito, no máximo a adequação pontual da medicação atual.

De qualquer forma, a família pede respostas. "Fico pensando no número de gente que morreu por isso e não entra na estatística oficial, vai entrar como pneumonia", disse o filho.

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