São Paulo "Não podemos compactuar com o abuso", diz ouvidor de polícia de SP

"Não podemos compactuar com o abuso", diz ouvidor de polícia de SP

Após mortes envolvendo policiais, Elizeu Soares afirma que quer construir uma cultura de paz no estado. "Bom policial é aquele que respeita a lei"

  • São Paulo | Do R7

Ouvidor Elizeu Soares afirma que "bom policial é aquele que respeita a lei"

Ouvidor Elizeu Soares afirma que "bom policial é aquele que respeita a lei"

Reprodução Governo de São Paulo

O ouvidor das polícias do Estado de São Paulo, o advogado Elizeu Soares Lopes, afirmou nesta quarta-feira (17), não se pode compactuar com abusos por parte de policiais. "Na sexta-feira próxima, faremos uma reunião para tratar da temática e dar um recado claro de que não podemos compactuar com desvio ou abuso qualquer que seja. A legalidade tem de prevalecer, o bom policial é aquele que respeita a lei e o direito das pessoas. Queremos construir uma cultura de paz no estado de São Paulo."

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As afirmações foram feitas após uma série de fatos envolvendo a suposta participação de policiais militares em ações em diferentes regiões de São Paulo. A última se trata da morte de Guilherme Silva Guedes, de 15 anos, no bairro Vila Clara, na zona sul de São Paulo. Desde domingo, protestos ocorrem na comunidade e familiares e moradores da região acusam policiais militares de serem responsáveis pela morte do garoto. 

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O ouvidor disse ainda que desde fevereiro deste ano, quando assumiu a Ouvidoria, um dos lemas do órgão é que ele teria de funcionar como mediador da sociedade em relação ao sistema de segurança pública. "Com o agravamento, por parte de algumas pessoas que compõem o sistema de segurança pública, procuramos o secretário e o governador para que possamos ter uma interlocução maior da sociedade com a secretaria."

Soares afirmou ainda que a Ouvidoria se reuniu, após as últimas manifestações na cidade de São Paulo, com membros da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e da Comissão dos Direitos Humanos para dialogar sobre a conduta das polícias em protestos. "Tivemos sucesso, a última manifestação foi excelente. Acompanhamos no Copom, com o presidente da Ordem", disse o ouvidor. 

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O secretário de segurança do Estado de São Paulo, general João Camilo Pires de Campos afirmou que cada morte decorrente de intervanção policial demanda um procedimento pré-establecido. "Nesse período da pandemia ocorre algo curioso: o policial chega ainda quando o evento está ocorrendo. Buscamos sempre diminuir esse índice."

"Não temos nenhum compromisso com o erro, a missão para a segurança pública é o farol, proteger pessoas aplicar a lei, e combater o crime. Prendemos 35 mil criminosos nesses primeiros meses do ano", afirma. "Nas últimas ocorrências, os policiais foram afastados e inquéritos instaurados em respeito aos familiares das vitimas e a grande maioria dos bons policiais que temos no estado."

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O coronel Alvaro Batista Camilo afirmou que considera que o estado vive um momento de transparência. "A polícia vem falar dos seus prolemas contra aqueles que desviaram. Repeitar as pessoas, melhores práticas, mais de 300 policiais buscaram treinamento para melhores práticas e polícias comunitárias para proteger os policiais", disse. "Garantimos o direito de manifestação, inclusive, contra a própria polícia, como ocorreu ontem até certo ponto na zona sul."

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