Tiroteio em Suzano
São Paulo 'Ninguém imaginaria isso', diz aluna que viu amiga ser baleada em escola

'Ninguém imaginaria isso', diz aluna que viu amiga ser baleada em escola

Garota de 15 anos conta que os alunos estavam no horário do recreio na escola Raul Brasil quando começaram a ouvir tiros, nesta quarta (13)

Massacre

Massacre na escola de Suzano deixou dez mortos e outros feridos

Massacre na escola de Suzano deixou dez mortos e outros feridos

Bruna Nascimento/Myphoto Press/Estadão Conteúdo

A estudante Thaynara, de 15 anos, aluna do ensino médio da Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano, a 50 km da capital paulista, presenciou o momento em que uma amiga foi baleada durante o massacre ocorrido na manhã desta quarta-feira (13). A tragédia deixou ao menos dez mortos e outros dez feridos

"Tinha uma menina do meu lado que levou um tiro. Passou um [tiro] de raspão por mim. Estou bem traumatizada. Nunca imaginaria isso", contou a jovem em entrevista ao R7.

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A garota revelou detalhes do momento em que os alunos foram surpreendidos pelos tiros disparados pelos suspeitos. Segundo o relato da testemunha, os estudantes estavam no pátio e demoraram para perceber o que estava ocorrendo.

"A gente desceu par ao intervalo às 9h20 e foi pra merenda. Estava a maior fila. Na nossa vez de pegar a merenda, ouvimos três tiros. Achamos que era bomba e não demos importãncia. Depois, uma galera correndo falou 'corre que é tiro'", contou Thaynara.

Ainda de acordo com a jovem, vários alunos conseguiram escapar dos tiros devido à atitude de uma das funcionárias da escola. "A tia da merenda abriu a porta da dispensa, que dá na área da cozinha. Todo mundo entrou e ficou abaixado. Nisso, tinha muitos tiros. Começamos a ligar para o 190, mas [a ligação] dava nos Bombeiros. Conseguimos [pedir socorro] e disseram que estavam vindo três viaturas", complementou.

Post de aluna que sobreviveu a massacre na escola de Suzano

Post de aluna que sobreviveu a massacre na escola de Suzano

Reprodução/Instragram

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Thaynara disse que a polícia chegou durante a confusão e que o grupo de estudantes permaneceu abaixado por aproximadamente seis minutos. Foi quando os adolescentes ouviram as vozes dos policiais e decidiram fugir.

"Quando [as viaturas] chegaram, a gente achou que eram os atiradores entrando na sala. Mas era a polícia. Já tinha alguns mortos. Assim que os policiais chegaram, abrimos a porta e saímos correndo", complementou a jovem. Neste momento, uma das estudantes levou um tiro ao lado de Thaynara.

O crime

Dois atiradores, entraram na escola e dispararam ao menos 30 tiros. Os suspeitos foram identificados como Luiz Henrique de Castro, que iria completar 26 anos no sábado, e Guilherme Taucci Monteiro, de 17.

Os agressores estavam encapuzados e teriam invadido a escola disparando, de acordo com informações da Record TV. Cinco jovens morreram no local, além de uma funcionária da escola.

Ambos teriam cometido suicídio depois de se depararem com homens da Força Tática da PM, de acordo com o secretário da Segurança Pública de São Paulo, general João Camilo Pires de Campos. As outras pessoas mortas na ação eram estudantes e funcionários do estabelecimento de ensino.

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