São Paulo NYT põe Sesc Pompeia (SP) entre 25 obras de arquitetura do pós-guerra

NYT põe Sesc Pompeia (SP) entre 25 obras de arquitetura do pós-guerra

Levantamento foi feito por técnicos convidados pelo jornal americano. Lista elenca edifícios mais influentes e duradouros

  • São Paulo | Do R7

Sesc Pompeia fica entre as 25 obras de arquitetura do mundo , segundo NYT

Sesc Pompeia fica entre as 25 obras de arquitetura do mundo , segundo NYT

Divulgação / Sesc

O prédio do Sesc Pompeia, na zona oeste de São Paulo, está entre as 25 obras mais significantes de arquitetura do pós-guerra, segundo levantamento do jornal americano NYT (The New York Times).

A lista foi feita por três arquitetos, três jornalistas e dois designers. O objetivo era elencar os edifícios mais influentes e duradouros, sejam públicos ou privados, que foram erguidos desde a Segunda Guerra Mundial.

A unidade do Sesc Pompeia foi inaugurada em 30 de outubro de 1986 e foi projetada pela arquiteta ítalo-brasileira Lina Bo Bardi. O terreno tem 16.573 m², mas são 27.288 m² de área construída.

Na lista, a construção brasileira aparece em 18º lugar. O texto cita que, em meados da década de 1970, Lina Bo Bardi foi contratada para projetar um centro cultural em uma antiga fábrica no bairro da Pompeia, quando "a reutilização adaptativa de espaços industriais ainda não tinha entrado no mainstream arquitetônico".

A fábrica pertencia ao Sesc. Bo Bardi removeu as paredes internas da fábrica e criou no espaço uma piscina ondulada no chão de concreto. Na parte de trás do complexo, ela fez "a própria interpretação de um vernáculo industrial com um par de torres de concreto, tão caprichosas quanto imponentes, que abrigam instalações esportivas", escreveu a publicação.

A construção tem paredes perfuradas por janelas arredondadas e conectadas à torre mais alta e estreita por "pontes voadoras para pedestres que, vistas de baixo, se fecham como dedos".

"A obra-prima de Bo Bardi continua cumprindo seu propósito original, contendo teatro, refeitório e espaço expositivo, além de espaços abertos que dão espaço para respirar em uma metrópole apertada", escreveu o NYT.

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