Novo Coronavírus

São Paulo Ocupação de UTIs dobra em relação ao pico da pandemia em São Paulo

Ocupação de UTIs dobra em relação ao pico da pandemia em São Paulo

Centro de Contingência diz que número de mortes será elevado até metade de abril. A partir do dia 6, internações podem diminuir

  • São Paulo | Fabíola Perez, do R7

Dobra número de internados com covid-19 em UTIs de SP em comparação a julho de 2020

Dobra número de internados com covid-19 em UTIs de SP em comparação a julho de 2020

Reprodução/Record TV

O secretário estadual de saúde, Jean Gorinchteyn, afirmou nesta quarta-feira (31) que o número de pacientes com covid-19 internados em Unidades de Terapia Intensiva cresceu 107% em relação ao mês de julho do ano passado, no pico da pandemia do coronavírus. Na 29ª semana epidemiológica de julho, haviam 6.250 pessoas infectadas internadas em leitos de UTI. Hoje, são 12.975 internados. "Mais do que dobramos esse número", disse o secretário. 

"Estamos ainda vendo um aumento cada vez menor no número de internações em UTI, isso está ficando cada dia mais evidente. Tivemos um ligeiro aumento de pacientes internados em UTI porque os pacientes ficam em média 10 dias internados. Mas temos sinais, inclusive, pela positividadede testes PCR uma melhora progressiva da situação", disse Paulo Menezes, coordenador do Centro de Contingência de Covid-19.

Menezes informou ainda que, em relação aos óbitos, a mudança só será observada uma mudança daque algumas semanas. "O estado tem atualmente quase 13 mil pacientes em UTI. "Sabemos que, infelizmente, um terço deles não deve sair com vida. Devemos ter ainda um cenário muito triste."

O coordenador executivo do órgão, João Gabbardo, afirmou a estimativa do órgão é que, a partir de 6 de abril, o número de pessoas com altas de leitos de UTI seja maior do que o número de ingressantes. "Isso significará um aumento na taxa de disponibilidade desses leitos. Em uma semana, dez dias haverá uma redução no número de internações", explicou. 

Entretanto, Gabbardo disse também que, até a metade do mês de abril, o número de óbitos será alto. "Teremos de conviver com um número elevado de mortes e depois, tudo levar a crer, que ocorra uma evolução", disse Gabbardo. "Mas é difícil fazer previsões, isso é baseado nos números desse momento. Esperamos não ter nenhuma novidade tipo essa nova variante da África do Sul que possa atrapalhar a evolução da pandemia."

A partir de 19 de março, explicou Gabbardo, houve uma desaceleração no número de pessoas internadas em UTI. O crescimento, de acordo com ele, ocorria na ordem de mais de 3%. A partir desse dia, houve uma redução gradativa e hoje o percentual é de 0,7%. 

O secretário de saúde divulgou ainda as taxas de ocupação de leitos de UTI covid. No estado, a taxa é de 92,2% e na Grande São Paulo, de 91,8%. Na atual semana epidemiológica, existem 12.975 pacientes internados em UTI. No início da semana, eram 12.945. "Apesar de ser um crescimento, vem num ritmo menor do que havíamos acompanhado nas últimas semanas", disse Gorinchteyn.

Em relação à taxa de isolamento, na segunda e na terça-feira, o estado não ultrapassou os 44%. Ainda assim, o secretário afirmou que houve um incremento de 5 a 7 pontos em relação ao faseamento laranja. O estado tem um total de 2.469.840 casos de covid-19 e 74 mil mortes. Na comparação com a semana anterior, São Paulo ainda registra crescimento: elevação de 9,2% nos casos, 10% de aumento nas internações e 25,6% nos óbitos.

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