São Paulo Oito em cada 10 paulistanos sentem aumento de violência, diz pesquisa

Oito em cada 10 paulistanos sentem aumento de violência, diz pesquisa

Entrevistados disseram deixar de andar a pé durante a noite”, “sair à noite” e “andar com dinheiro”. 56% avalia a gestão municipal como ruim ou péssima

Oito em cada 10 paulistanos sentem aumento de violência

Pesquisa revela que 75% dos paulistanos se sentem pouco ou nada seguros

Pesquisa revela que 75% dos paulistanos se sentem pouco ou nada seguros

Divulgação

Uma pesquisa realizada pela Rede Nossa São Paulo, divulgada nesta quinta-feira (4), revelou que 76% (quase oito em cada dez entrevistados) têm a percepção de que a violência vem crescendo no último ano na cidade de São Paulo. Os moradores da zona leste são os que mais sentem o aumento da criminalidade - 81% disseram ter sentido o crescimento.

O estudo mostrou que houve um crescimento significativo em diversas situações de violência vivenciada pelos entrevistados ou pessoas que vivem na mesma casa. Cerca de 53% dos domicílios possuem uma ou mais pessoas vítimas de alguma situação de violência nos últimos 12 meses.

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Entre as 20 situações diferentes apresentadas no levantamento, “andar a pé durante a noite”, “sair à noite” e “andar com dinheiro” são as atividades que os entrevistados mais disseram deixar de fazer na cidade de São Paulo por medo da violência ou por falta de segurança. Atividades como essas foram as mais citadas em todos as regiões da cidade.

Além disso, a pesquisa apontou ainda que a maioria dos paulistanos considera o bairro onde mora pouco ou nada seguro para viver - 51% considerada o bairro pouco seguro e 25%, nada seguro. A percepção de que o bairro onde mora é seguro é maior entre os moradores do centro e da região oeste.

O levantamento detectou ainda que mais da metade dos entrevistados avalia negativamente a atuação da administração municipal na área da segurança pública - 56% avalia a gestão como ruim ou péssima, 31% regular e 11% ótima ou boa. Os moradores das regiões leste e sul são os mais insatisfeitos, os que moram no centro, por sua vez, os menos críticos. 

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Outros dados também foram coletados pelo estudo. Em São Paulo, 73% dos entrevistados são contra o porte de arma de fogo, 68% contra a flexibilização da posse de armas de fogo. No Brasil, 73% são contra o porte de arma de fogo e 61% são contrários à flexibilização da posse.

A pesquisa foi feita em São Paulo com 800 entrevistados entre os dias 3 e 23 de abril. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados totais.

Outro lado

Em nota, a Secretaria Municipal de Segurança Urbana diz lamentar a "interpretação errônea induzida pela pergunta que questiona as ações do município em área que não lhe são de competência, uma vez que segurança pública é atribuição dos Estados através de suas Polícias, e que cabe ao município, através da Guarda Civil Metropolitana, apoiar todas as ações".

O comunicado ainda afirma que a pasta "tem acompanhado melhoras constantes nos índices criminais na cidade", como "fruto da integração das atividades realizadas em conjunto entre o Estado e o Município."