São Paulo Ômicron responde por 50% dos casos de Covid na cidade de SP

Ômicron responde por 50% dos casos de Covid na cidade de SP

Dados preliminares da prefeitura também indicam que capital já totaliza pelo menos 69 casos da variante do novo coronavírus

  • São Paulo | Gabriel Croquer, do R7, com informações da Agência Record

Variante Ômicron é muito mais transmissível mas provoca casos mais leves

Variante Ômicron é muito mais transmissível mas provoca casos mais leves

Marcelo Pereira/ Prefeitura de São Paulo - 27/05/2021

Cerca de um mês depois do primeiro caso, a variante Ômicron do novo coronavírus responde por 50% das infeccções por Covid-19 na cidade de São Paulo. A informação foi divulgada pela secretaria municipal de Saúde nesta terça-feira (4), com os dados preliminares sequenciamento genético das amostras coletadas em parceria com o Instituto Butantan. 

De acordo com a pasta, foram 52 casos confirmados da variante durante a 50ª semana epidemiológica — que equivale à segunda semana de dezembro de 2021. No total, a capital soma 69 casos da nova variante até agora. O primeiro caso no Brasil também foi registrado no município, no dia 30 de novembro de 2021.

O levantamento da prefeitura é realizado por meio da coleta e sequenciamento genômico de cerca de 40% das amostras positivas para Covid-19 no município. 

A variante Ômicron representa um "risco muito elevado", de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), e é considerada a responsável pelo recorde mundial de casos de Covid-19, com a piora da pandemia nos EUA e na Europa. 

A cepa, no entanto, provoca casos mais leves, segundo apontam estudos e as autoridades dos países mais afetados até agora. 

Fabricantes de imunizantes afirmam que, embora haja a possibilidade de que as vacinas existentes sejam menos eficazes contra a Ômicron, é provável que elas protejam os infectados pela nova variante contra quadros graves da Covid-19.

Considerada uma variante de preocupação pela OMS, a Ômicron foi identificada na África do Sul em 24 de novembro. O temor tem relação não só com o número de mutações, mas com a localização dessas variações dentro do vírus. Das 50 alterações genéticas na cepa, 32 estão na proteína spike, aquela que permite a entrada do vírus nas células humanas.

Grande parte das vacinas usa a proteína spike para induzir a resposta imune — por isso, alterações nessa parte do vírus preocupam tanto. 

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