São Paulo ONG na Grande SP é assaltada duas vezes em menos de dois dias

ONG na Grande SP é assaltada duas vezes em menos de dois dias

Instituição que auxilia crianças em vulnerabilidade e pessoas em situação de rua perdeu R$ 45 mil com objetos subtraídos

  • São Paulo | Rafael Custódio, da Agência Record

Roubos foram registrados na segunda (3) e na madrugada de quarta-feira (5)

Roubos foram registrados na segunda (3) e na madrugada de quarta-feira (5)

Reprodução

Dois homens invadiram e roubaram duas vezes a sede de uma ONG em Tabão da Serra, na Grande São Paulo, em um intervalo de menos de 48 horas, entre segunda-feira (3) e esta quarta (5).

Pelo menos R$ 45 mil em produtos eletrônicos, alimentos e danos estruturais foram calculados pela direção da ONG Sementes do Amanhã, que auxilia crianças em situação de vulnerabilidade e moradores de rua.

No primeiro roubo, na madrugada da última segunda (3), dois homens invadiram o local, na rua João Pires de Camargo, número 207, renderam e agrediram o caseiro. Segundo o dirigente da ONG, Diego Odakura, foram levados 10 notebooks e 20 tabletes recém adquiridos para que as crianças pudessem trabalhar em um curso de robótica.

A dupla de assaltantes também roubou a comida, que fora comprada pela ONG, para alimentar às pessoas atendidas pelo projeto. Por uma questão de segurança, o caseiro foi levado para um outro endereço, até que os responsáveis do roubo sejam presos.

Na madrugada desta quarta-feira (5), os suspeitos voltaram à sede da organização, que teve televisores furtados e as portas danificadas.

O circuito de segurança do portão de entrada registrou a chegada e saída dos criminosos, com os objetos levados. As imagens foram obtidas pela reportagem.

Em ambos os casos, Odakura registrou boletim de ocorrência, a fim de prender os autores dos roubos. A suspeita da direção da ONG é que os assaltantes sejam ex-abrigados, que foram expulsos por conta do mau comportamento.

Cerca de 300 crianças e 25 pessoas em situação se rua são atendidas pela organização. Portanto, segundo Odakura, o prejuízo atrasará o desenvolvimento do projeto e a alimentação dos participantes.

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