São Paulo Operação busca prender 54 PMs e 5 supostos membros do PCC em SP

Operação busca prender 54 PMs e 5 supostos membros do PCC em SP

Objetivo é localizar e prender policiais militares suspeitos de corrupção, tráfico de drogas e envolvimento com supostos membros da facção criminosa PCC

Policiais foram encaminhados para o presídio militar Romão Gomes, em SP

Policiais foram encaminhados para o presídio militar Romão Gomes, em SP

Divulgação Corregedoria da PM

A Corregedoria da Polícia Militar e o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) da capital iniciaram na manhã desta terça-feira (18) uma operação para prender policiais militares e integrantes da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).

Até as 13h desta terça-feira, segundo o MP-SP (Ministério Público de São Paulo), 50 policiais militares foram presos e três pessoas civis. Armas, munições, drogas e quantidades em dinheiro foram apreendidas. 

Estão sendo cumpridos 86 mandados de busca e apreensão, 70 expedidos pela Justiça Militar e 16 expedidos pela Justiça Comum, e 59 mandados de prisão. Entre os alvos, 54 são policiais militares do 22º Batalhão e cinco são supostos integrantes da organização criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). 

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As investigações da corregedoria da Polícia Militar apuraram o envolvimento de policiais do 22º Batalhão com atividades ilícitas como corrupção passiva, concussão, associação ao tráfico de drogas, integração de organização criminosa, entre outras. 

A operação, desencadeada em 19 municípios dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, recebeu o nome de "Ubirajara" por ter se iniciado no bairro que leva o mesmo nome, na zona sul da capital. A fase Katrina, iniciada nesta terça-feira, se refere a um esquema de corrupção instalado na zona sul da capital.

Participam da operação 450 policiais militares, dos quais 280 corregedores, 170 policiais militares, promotores de Justiça e agentes do Ministério Público. A operação teve início no mês de fevereiro e reúne provas decorrentes de mais de 82 mil ligações telefônicas interceptadas.

O inquérito está em segredo de justiça. A Polícia Militar afirmou "não compactuar com ações praticadas por seus integrantes ou quaisquer outros atos que atentem contra a disciplina e os valores e deveres militares, sendo implacável na apuração para apresentar as provas ao poder judiciário e para retirar da instituição os indignos de ostentar a sagrada bandeira do Estado de São Paulo em seu uniforme." Todos os PMs presos serão levados para o presídio Romão Gomes, no Tremembé, na zona norte de São Paulo.