Operação da polícia mira R$ 14,4 mi anuais em esquema de rifas do PCC

'Sintonia da Rifa' é investigada pela polícia, que usou efetivo em 13 cidades do interior paulista para a operação Black Jack. Ao menos dez foram presos

Polícia: cada edição bimestral gerava 60 mil números, vendidos 
a R$ 40

Polícia: cada edição bimestral gerava 60 mil números, vendidos a R$ 40

Alex Silva/Estadão Conteúdo/21.08.2001

 A Polícia Civil de São Paulo deflagrou a Operação Black Jack nesta quinta-feira (3), contra a 'Sintonia da Rifa' - esquema de venda de rifas do PCC que rendia até R$ 14,4 milhões por ano à facção. Cerca de 130 policiais civis saíram às ruas logo cedo para cumprir 11 mandados de prisão preventiva, um de prisão temporária e 26 de busca e apreensão em 13 cidades do interior paulista - Caiuá, Pacaembú, Tupi Paulista, Martinópolis, Presidente Prudente, Presidente Venceslau, Santo Anastácio, Candido Mota, Birigui, Penápolis, Mirandópolis, Pereira Barreto e Valparaíso.

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Os policiais prenderam dez investigados por ordem da 1.ª Vara Criminal da Comarca de Presidente Venceslau. A operação é resultado de três meses de investigação da Polícia Civil, que identificou um homem responsável pelo controle e distribuição dos números da loteria ilegal.

A Polícia estima que cada edição bimestral gerava 60 mil números cada um vendido a R$ 40. Assim, a facção criminosa poderia obter até R$ 14,4 milhões brutos ao ano.

"O Setor da Rifa é uma fundamental fonte de recursos financeiros para manutenção dos ideais da facção criminosa, principalmente em auxílio à atividade de domínio do narcotráfico, aumentando, em última análise, o poder econômico-financeiro do crime organizado", diz a Polícia Civil.

Entre os prêmios estavam valores em espécie, casas, apartamentos e veículos. A Polícia informou que vai continuar as investigações para saber como é que a facção adquire os imóveis sorteados.